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Criminalizar pobres nas praias desvia o foco da retirada das linhas de ônibus

Sobre a polêmica que temos visto na TV, nas redes sociais, a comoção geral com as cenas que vimos no último fim de semana, a questão da violência nas praias, todos buscam uma solução. Criminaliza-­se ainda mais os pobres, jogam a classe média contra a favela e vamos vendo a sociedade entrar quase que numa guerra civil.

Mas o pano de fundo do que está por vir, o verdadeiro mote do que está levando a essa campanha de apartação da cidade entre as zonas norte e sul, entre a favela e o asfalto, é a grande mudança nas linhas de ônibus que foi anunciada pela Prefeitura do Rio.

São dezenas de linhas que serão extintas ou encurtadas, fazendo com que o dia a dia de quem precisa cruzar a cidade passe a depender de um número cada vez maior de baldeações e praticamente dobra a tarifa para uma enorme quantidade de passageiros.

Os governantes, com suas caras de paisagem, dizem que baldeação não será problema, pois o bilhete único resolve isso.

Resolve mesmo?

Como resolverá se, segundo a própria FETRANSPOR, o Bilhete Único Carioca só atende a 20% dos cartões eletrônicos emitidos e corresponde a um valor inferior a 15% da população da cidade do Rio de Janeiro?!?

Pouco tem se falado nisso, mas o sistema RioCard é regulamentado por Leis Estaduais e é a Secretaria de Transportes que deveria ter o controle. Mas está tudo nas mãos das  quatro irmãs, as empresas RioCard, que são totalmente controladas pela FETRANSPOR!

Temos que brigar pela ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA RIOCARD!! A hora é esta!

Assista a Eliomar na Tribuna da Alerj

 

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