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Ato do PSOL na Cinelândia marca 50 anos do golpe


Balões brancos com nomes de mortos e desaparecidos durante os anos da ditadura foram lançados ao céu ontem ao final do comovente ato organizado pelos parlamentares do PSOL/RJ, Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro e Renato Cinco, na noite de 31 de março que marcou os 50 anos do golpe militar. Na atividade “Ditadura Nunca mais, página infeliz da nossa história”, que aconteceu na Cinelândia e juntou ex-presos políticos torturados a jovens militantes, um tema em destaque foi a desmilitarização da PM.

“A ditadura iniciada em 1964 significou uma geração submetida ao autoritarismo e à violência de Estado. Perseguições, censura, torturas e desaparecimentos fizeram parte do cotidiano dos brasileiro por mais de 20 anos. A redemocratização se desenvolveu como um momento de importantes conquistas na luta popular e pela democracia. No entanto, apesar de vencido o regime, as marcas do nosso passado autoritário continuam vivas. É o caso da militarização da política de Segurança Pública, dos assassinatos e arbitrariedades por parte das corporações policiais, da repressão à mobilização política. Hoje, os principais atingidos pelo “Estado Policial” são os mais pobres, especialmente a população negra moradora de favelas e periferias.”, pontuou Eliomar, ao ler a Moção de Reconhecimento que foi entregue a nomes que fazem a diferença na luta pelos direitos humanos.

“Desmilitarizar não é abolir a força policial. É mudar um modo de governar. 50 anos depois as violações dos direitos humanos vêm se repetindo. Basta de mortes nas favelas”, pregou Alice De Marchi, da Justiça Global, uma das lideranças homenageadas com a Moção, a exemplo de Claudia Santiago (na foto acima ao lado dos parlamentares do PSOL), do Núcleo Piratininga de Comunicação, o desembargador Ciro Darlan, da Associação de Juízes pela Democracia, e João Tancredo, do Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos.

“O golpe civil-miltar teve uma base civil mas 66% da população apoiava as reformas propostas por Jango. Havia uma ânimo para as mudanças que esperamos até hoje”, sentenciou o deputado federal Chico Alencar, que é professor de História.

Lucio Sanfiliippo, acompanhado de músicos, cantou músicas que foram emblemáticas durante os anos de chumbo, como “Prá não dizer que não falei das flores” “O Bêbado e o Equilibrista” e Cálice”, que impregnaram o ato de nostalgia e lembranças políticas. No evento, foi lançada a revista do PSOL Carioca. A edição número 1 foi toda dedicada aos 50 anos do golpe militar. Fotos de Cícero Rodrigues. Veja mais na galeria.

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