Rio - 28 de fevereiro de 2014

Cabralhada na Praça XV


“A cidade não está à venda e nossos direitos não são mercadoria. Foliões, uni-vos! Ocupa Eles. Ocupa Eu. Ocupa Tu. Ocupa Geral. Ocupa Carnaval”. Este é o grito de guerra do movimento Ocupa Carnaval que faz, nesta quinta-feira (27/02), a Cabralhada, uma pajelança momesca para ajudar a defenestrar Sergio Cabral . “Os índios vão expulsar Cabral” avisam os foliões. Eles querem acelerar a saída do governador que deixa o Palácio Guanabara em março. Os cocares vão ocupar a Praça XV, a partir das 17h, com marchinhas de protesto inspiradas que são versões de clássicos do Carnaval.
Dia: quinta-feira, 27/02
Hora: 17h
Local: Praça XV

Ocupa Carnaval no Lume

O encontro do PSOL-RJ na Praça Mário Lago (Buraco do Lume) na última sexta-feira (21/02) foi uma folia-protesto. O coletivo Ocupa Carnaval apresentou suas paródias inteligentes e divertidas para os clássicos do Carnaval. Copa do Mundo, a repressão nas manifestações, a violência contra os professores, a tarifa zero e a mobilidade urbana, nada escapou nas versões com críticas afiadas (e rimas competentes) criadas pelo grupo de músicos. Conheça as letras, imprima o panfleto e leve para as ruas. Carnaval também é hora de se manifestar com bom humor e ironia. Eliomar Coelho, idealizador do guia de Carnaval Rio que Encanta com a programação do Carnaval de rua, aprovou a proposta e fez coro na praça. Veja a performance na Praça Mário Lago.

Reajustes sem jusficativa
Não foram em vão as “jornadas de junho” em que milhares protestaram nas ruas. O TCE questiona o cálculo do valor das passagens de ônibus intermunicipais e do Metrô e aprovou duas auditorias porque a situação é de “caos”. Quem fornece os parâmetros que servem para calcular o preço das tarifas são as próprias empresas de ônibus. Ação impetrada, este mês, pelos vereadores Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro e Renato Cinco e pelo deputado estadual Marcelo Freixo, parlamentares do PSOL-RJ, tentou impedir o aumento das passagens de ônibus no Rio. O Tribunal de Contas do Município reconheceu que a falta de transparência impede a análise do reajuste de R$ 2,75 para R$ 3,00. O corpo técnico do TCM concluiu que a tarifa modal elevou a TIR (Taxa Interna de Retorno) – um dos indicadores da lucratividade das empresas. A constatação sugere que há um desequilíbrio contábil no sistema a favor dos empresários. E o serviço só piora. A ONG Meu Rio mobiliza a população para forçar o prefeito a revelar os dados das empresas de ônibus. A Panela de Pressão – campanha do movimento – pede ao prefeito: “pare de esconder informação”.

Randolfe para presidente

Foi lançado oficialmente, na última segunda-feira (24/02), a pré-candidatura do Senador Randolfe Rodrigues à presidência, com Luciana Genro como vice na chapa do PSOL. O auditório no Clube Trasmontano, em São Paulo, ficou lotado e mostrou a força do pré-candidato. Eliomar estava lá. Randolfe, que participou do desagravo ao deputado estadual Marcelo Freixo na semana passada, na Alerj, fez um cumprimento especial aos companheiros do PSOL-RJ que “foram criminalizados, porque o nosso partido é pequeno, mas já dá um trabalho enorme para os poderosos desse país”, O senador fazia referência específica a Freixo, vítima de falsas acusações veiculadas pela imprensa, especialmente pelo jornal O Globo. Leia entrevista concedida por Randolfe ao jornal Folha de São Paulo. Foto de Cícero Rodrigues

Jogo sujo
O pastor Marco Feliciano está por trás da difamação contra o deputado federal Jean Wyllys. O jornal Estado de São Paulo revelou que um ex-assessor admitiu ter recebido orientação do ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados para criar e repassar informações difamatórias sobre o parlamentar do PSOL. “Precisamos abrir nossas mentes. O pedófilo pode ter papel fundamental no desenvolvimento sexual do menino, ensinando uma sexualidade sadia e livre de preconceitos. A etimologia da palavra pedófilo em grego quer dizer ‘amigo da criança’”, foi uma das declarações falsamente atribuídas a Jean Wyllys em “memes” publicados e viralizados através do Facebook. Leia carta sobre o assunto e saiba mais.

A alma das ruas no Carnaval do Rio
Léo Lince
“As grandes festas populares sempre foram, ao longo da história da humanidade, explosões de desafogo para as agruras da vida. Ao comemorar colheitas, chegada da primavera, fim de guerras ou ao espantar o cotidiano opressivo, a folia coletiva sempre projeta transcendências, nas quais a denúncia de tudo que é feio e torto se mescla ao delírio da fuga desabalada para outra sorte. Pelo riso, pela ironia e até pelo escracho, repudia o que entristece a vida e machuca as pessoas. E, ao mesmo tempo, anuncia o céu na terra. Ele virá não se sabe quando, mas já se antecipa no gozo comum da afeição compartilhada.” Leia artigo na íntegra.

RIO ANTIGO
Assim se passaram 50 anos. Os travestis misturados a gente de todas as raças e cores compõem o cenário da Banda de Ipanema, que completou meio-século de fundação este ano. Leila Diniz espalha toda a sua graça, simpatia e alto astral no desfile de 1972. É um bloco que faz parte da história do Carnaval de rua do Rio e mantém seu perfil de forma totalmente democrática. Veja este e outros registros. Viaje no tempo