Rio - 31 de outubro de 2012

Contra o bota-abaixo


Eliomar Coelho apresentou projeto de decreto legislativo com a intenção de anular os efeitos do decreto da prefeitura que autoriza a demolição do Parque Aquático Julio Delamare e do estádio de atletismo Célio de Barros, a partir do destombamento das duas construções. Na mesma região, a Escola Municipal Friedenreich, quarta melhor instituição de ensino no estado segundo o Ideb, também será demolida. O bota-abaixo visa a atender uma exigência da FIFA e transformar parte da área em estacionamento para 2 mil veículos e local de aquecimento para atletas. Eliomar sustenta que a prefeitura não tem poder para destombar um bem por decreto. O prefeito tem que ouvir a população e encaminhar, para a Câmara, mensagem do Executivo com proposta de destombamento. Uma petição pública na Internet está recolhendo assinaturas contra a privatização do Maracanã e contra a destruição do Julio Delamare.

Em pé de guerra
O mandato foi procurado por moradores de Santa Teresa e já está se mobilizando. Um prédio está sendo construído onde existia uma casa antiga adquirida pelo Hotel Santa Teresa com a finalidade de transferir para lá seu setor administrativo. No lugar da casa, que foi demolida, o hotel está levantando uma estrutura que fica a menos de um metro de distância das varandas de um edifício localizado atrás. Um ofício da Gerência de Conservação e Fiscalização da prefeitura já solicitou a imediata paralisação da obra. Mas nada aconteceu além da aplicação de multas irrisórias. Segundo o órgão, a prefeitura não tem autonomia para barrar o projeto. O puxadinho acabará com a visão, a iluminação, a ventilação e a privacidade dos moradores. A gerência do hotel diz que respeita o gabarito do bairro mas a AMAST (Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa) afirma que o prédio não pode ficar mais alto do que a casa original que foi derrubada.

Em defesa do povo Guarani Kaiowá

Uma grande manifestação em defesa dos índios Guaranis Kaiowás está marcada para a próxima sexta-feira, dia 09/11, no antigo Museu do Indío, no Maracanã, às 17h30. Ameaçados de despejo de seu território pela Justiça Federal de Navirai (MS), eles avisaram que não deixarão sua terra. Para o Ministério Público Federal, é mais um caso de omissão do estado na demarcação de territórios indígenas que resulta em reação dramática. A atitude arbitrária provocou mobilização nacional. O ato contra o genocídio do povo Guarani Kaiowá será realizado em diversas cidades. Leia carta de líder da tribo e veja pronunciamento de Marcelo Freixo na Alerj.

Massacres e tiros, nunca mais!
De acordo com o Ministério da Saúde, a arma de fogo é o instrumento mais usado em casos de assassinato. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) apresentou projeto de lei propondo a criação do Dia Estadual do Desarmamento, uma data para suscitar o debate sobre as implicações da disseminação do uso de armas de fogo entre a população. A data escolhida foi dia 07 de abril, dia em que aconteceu o massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, quando doze alunos foram assassinados por jovem armado que invadiu a unidade escolar em 2011.

Remoções ao redor do mundo

“Venham todos, por favor, ver os ladrões de terras”, grita uma senhora em frente à sua casa que é demolida por um trator. (…) “Eles dizem que estes megaprojetos trazem desenvolvimento, nós fomos em vários países em busca deste desenvolvimento, e ele não existe”, vocifera um homem com megafone em punho, enquanto as casas de uma comunidade inteira são derrubadas. Cada frase destas é dita em um idioma mas todas tratam do mesmo tema: as remoções forçadas por obras para megaeventos ou simplesmente em nome do desenvolvimento. O minidoc “People before profits”(Gente antes dos lucros) mostra a realidade dessas comunidades. Veja no site da Agência Pública. A imagem é uma reprodução do filme.

Rio antigo
Os Morros da Urca e do Pão de Açucar quando ainda não eram ligados pelo bondinho.