Rio - 23 de setembro de 2015

Criminalizar jovens é o pano de fundo da extinção de linhas de ônibus

A comoção geral com as cenas de violência nas praias, que assistimos na TV e bombou nas redes sociais, provocou, de imediato, uma reação de solução fácil e de resultados imprevistos. Criminaliza-se ainda mais os pobres, jogam a classe média contra a favela e a sociedade caminha quase que para numa guerra civil.

Mas o pano de fundo do que está por vir, o verdadeiro mote que está levando a esta campanha de apartação da cidade entre as zonas norte e sul, entre a favela e o asfalto, é a grande mudança nas linhas de ônibus que foi anunciada pela Prefeitura do Rio.

São dezenas de linhas que serão extintas ou encurtadas, fazendo com que o dia a dia de quem precisa cruzar a cidade passe a depender de um número cada vez maior de baldeações. Além disso, uma enorme quantidade de passageiros vai ter que gastar o dobro com passagens.

Os governantes, com suas caras de paisagem, dizem que baldeação não será problema, pois o bilhete único resolve.

Resolve mesmo?

Como resolverá se, segundo a própria FETRANSPOR, o Bilhete Único Carioca só atende 20% dos cartões eletrônicos emitidos e corresponde a um valor inferior a 15% da população da cidade do Rio de Janeiro?!?

Pouco tem se falado nisso, mas o sistema RioCard é regulamentado por Leis Estaduais e é a Secretaria de Transportes que deveria ter o controle. Mas está tudo nas mãos das quatro irmãs, as empresas RioCard, que são totalmente controladas pela FETRANSPOR!

Pela ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA RIOCARD!! A hora é esta! 

Pela liberação da cerveja nos estádios de futebol

Nosso mandato votou a favor da liberação da cerveja nos estádios de futebol.

O projeto original proibia a venda e consumo na arquibancada e cadeiras. Fizemos uma emenda, que foi acolhida, suprimindo esse artigo e liberando a venda e consumo em todo o estádio. Não faz sentido aprovar uma lei liberando a cerveja apenas nos corredores, enquanto seria permitido seu consumo, por exemplo, nos camarotes. 

É um absurdo que a cerveja seja liberada apenas em eventos do porte da Copa do Mundo, quando atende exigência de megapatrocinador. Mais absurdo ainda foi o argumento de um deputado que afirmou que o alto preço dos ingressos diminuiu a violência nos estádios.

O Rio de Janeiro é uma cidade alegre, festiva. Assim como há venda de cerveja no réveillon e no carnaval, não faz sentido proibir o consumo da bebida durante um jogo de futebol.

PSOL cresce com qualidade  

Dois jovens e aguerridos quadros da política no Rio de Janeiro estão vindo para se somar ao nosso partido.

O Deputado Federal Glauber Braga e o Vereador Leonel Brizola Neto já há muito tempo têm seguido juntos ao lado das nossas bancadas federal e municipal. Agora, oficializam suas entradas para, ao lado da nossa militância e parlamentares, fazer o bom combate na política do Rio e do Brasil.

Vamos juntos mostrar que a saída das crises é pela esquerda!

Sejam bem-vindos ao PSOL, Glauber e Brizolinha!

RIO ANTIGO

O primeiro prédio da Central do Brasil, que pertencia, à época, a “Companhia de Estrada de Ferro D. Pedro II”, foi inaugurado em 1858, juntamente com o primeiro trecho, que ia até a Vila de Queimados, cobrindo 48,210km e cinco estações: Campo (hoje Central), Engenho Novo, Cascadura, Maxambomba (Nova Iguaçu) e Queimados.  Foto: Marc Ferrez de 1890. Viaje no tempo