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Dia da Consciência Negra

É difícil dizer que exista um momento da história em que seja mais importante celebrar a Consciência Negra. Mas talvez seja possível afirmar que a consciência sobre as consequências históricas do racismo e o significado da resistência negra felizmente cresceu muito nos últimos anos em toda a sociedade. Não sem muita luta e sangue, claro, marcas da nossa história, cheia de páginas tão infelizes como os horrores representados pela escravidão e suas consequências.

Há exatos 324 anos, no dia 20 de novembro de 1695, morreu Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares, símbolo da resistência do povo negro.

Ainda há muita luta pela frente. A população negra ainda é relegada à informalidade, subempregos, salários mais baixos, às periferias urbanas, onde agentes do Estado matam e encarceram em massa nossos jovens. Jovens que nascem e crescem com seus direitos fundamentais violados, à educação, a ir e vir sem risco de ser atingido por “balas perdidas”, a condições dignas de moradia e oportunidades.

Por isso, o dia de hoje precisa ser de afirmar nosso compromisso com a luta contra o racismo, que sempre matou, ao longo da história. Precisa ser dia de afirmar que a discriminação e todas as violências relacionadas à raça e etnia precisam ser trabalhadas por toda a sociedade e não são problemas apenas de quem é vítima de violações.

Também é dia de lembrar que a cultura brasileira, em toda a sua diversidade, tem na afro-brasilidade riquezas maravilhosas que são parte fundamental da nossa identidade. De todos nós, brasileiros.

Viva a resistência negra! Viva a cultura negra! Salve Zumbi, Dandara, Marielle, símbolos dessa luta.

#DiaDaConciênciaNegra #NovembroNegro

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