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Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Hoje (25/7) é o dia das mulheres para quem a vida ensinou que não se faz sem luta. As mulheres de matrizes africanas ao chegarem as Américas a partir da diáspora e da escravidão ao mesmo tempo que conheceram e foram vítimas de inúmeros crimes perpetrados pela Estado (seja a Monarquia e depois continuados na República) fincaram raízes, imiscuíram os seus conhecimentos tradicionais da África aos das muitas mulheres das nações indígenas, construindo uma cultura rica, dialógica e resistente. Resistir para as mulheres negras é uma condição vital. Nas cozinhas das casas grandes, nas senzalas, após a ‘Abolição’ , nos quartos de empregadas, no ‘é quase da família’ (para não pagar salário), nas lavadeiras das comunidades ribeirinhas, nas bancas de doces e quitutes como o de muitas ‘tias baianas’. Ciata a maior delas.

As ‘ciatas’ já em condições de alguma autonomia. Juntando conhecimentos culinários, religiosos e musicais e mostrando um modelo de sobrevivência, de criar uma família e de convivência importantes para a época e que ajudaram a formar a nossa cultura. Resistir é condição vital também para as mulheres negras das favelas e periferias urbanas espremidas entre o subemprego e a violência doméstica, policial, do tráfico, da milícia.

Mas resistir é também reinventar, como vemos dessas mesmas mulheres emergir inúmeras soluções para a vida, para sobreviver as muitas crises como a atual política, econômica, sanitária e social e seguir em frente.

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