Rio - 2 de abril de 2014

Ditadura nunca mais!


Balões brancos com nomes de mortos e desaparecidos durante os anos da ditadura foram lançados ao céu nesta segunda-feira (31/03) ao final do comovente ato organizado pelos parlamentares do PSOL/RJ, Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro e Renato Cinco, na noite que marcou os 50 anos do golpe militar. Na atividade “Ditadura Nunca mais – Página infeliz da nossa história”, que aconteceu na Cinelândia e juntou ex-presos políticos torturados a jovens militantes, um tema em destaque foi a desmilitarização da PM. Lucio Sanfiliippo cantou músicas que foram emblemáticas durante os anos de chumbo, como “Prá não dizer que não falei das flores”, “O Bêbado e o Equilibrista” e “Cálice”, que impregnaram o ato de nostalgia e lembranças políticas. Lideranças na área dos direitos humanos, como Alice De Marchi da Justiça Global, foram homenageadas. Leia o texto da entidade: “Os 50 anos de golpe e a urgência da desmilitarização”. Veja galeria com fotos de Cícero Rodrigues. Leia mais

Não pode!
Momento oportuno para pressionar os vereadores pela aprovação da proposta de Eliomar Coelho que determina troca de nomes de escolas e outras instituições municipais que tenham sido batizadas em homenagem a militares envolvidos na ditadura. Em Bangu, por exemplo, uma escola municipal chama-se Emílio Garrastazu Médici. “Isso é um contrassenso no momento em que a Comissão da Verdade investiga as torturas feitas no período”, disse Eliomar. O projeto de lei 101/2013, apresentado ano passado, também propõe que os novos nomes das instituições públicas sejam de professores e intelectuais brasileiros que contribuíram para a qualidade da educação pública.

A longa preparação
Chico Alencar
“Golpe militar não é como um soco desferido subitamente em briga de bar. A intervenção política, manu militare, rompendo-se a institucionalidade legal constituída, nunca é ‘raio em céu azul’. Golpe, como o seu antípoda, a Revolução, resulta de acúmulo, de preparação e até mesmo da experiência de ‘ensaio e erro’, em tentativas anteriores, de diversas forças sociais. Golpe e seu oposto, Revolução, são sempre a resultante de um processo cumulativo, dialético, não linear, da criação de condições objetivas e subjetivas que lhes viabilizam. De fatores econômicos, políticos, sociais, culturais e ideológicos.” Leia na íntegra artigo publicado na revista do PSOL Carioca

50 anos depois: A resistência continua…
Cecília Coimbra
“Na tarde de 01 de abril de 1964, cerca de 200 estudantes universitários ocuparam o CACO (Centro Acadêmico Cândido de Oliveira) da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje UFRJ, para resistir ao golpe civil-militar que se efetivava. Por toda noite e madrugada, na véspera daquele 01 de abril, o prédio da UNE esteve ocupado por centenas de estudantes que avidamente acompanhavam o desdobramento dos acontecimentos e iluminavam a Praia do Flamengo com inflamados discursos… “Não passarão”, afirmávamos em alto e bom som, dispostos a resistir.” Leia artigo publicado na revista do PSOL Carioca.

Mal sinal
Uma sucessão de erros de cálculo evidenciam falta de planejamento em projetos como Transcarioca, Porto Olímpico e Píer em Y. O custo da construção da corredor expresso aumentou 46% porque a licitação aprovou projeto conceitual que não previu a altura inadequada de um mastro nas proximidades do aeroporto. A obra precisou ser reformulada. O projeto do Píer em Y foi abortado depois do consórcio Rio Y Mar – contratado para executar a obra – ter gasto R$ 10 milhões de um orçamento total de R$ 223,2 milhões. O motivo? Não ficaria pronto antes das Olimpíadas. E o prefeito chegou a confirmar a transferência das Vilas de Mídia e de Árbitros do Porto Olímpico para Curicica para evitar gastos de R$ 90 milhões na recuperação de imóveis ocupados durante os jogos. A informação foi negada pelo Comitê Rio 2016 mas pouco avanço se vê nas obras da Zona Portuária. Um mapa crítico que contém informações sobre o impacto na área faz parte do projeto “Cartografia social e urbana: transformações e resistência na região portuária do Rio de Janeiro”.

Programa em construção
No próximo dia 14 de abril, às 18h30, acontece o 4º Seminário Nacional de Programa do PSOL com a participação de Randolfe Rodrigues e Luciana Genro O tema do debate programático, no encontro carioca, é “Segurança Pública e Direitos Humanos”. Participam os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys (PSOL/RJ), o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) e Luiz Eduardo Soares (Professor da UERJ). O seminário será no IFCS que fica no Largo de São Francisco nº 1, no Centro.

Azul consciente

Hoje, 02/04, é Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A Educação Inclusiva com critério é uma das bandeiras do Mandato Eliomar Coelho. O parlamentar apresentou projeto de resolução que propõe a criação de um Observatório de Conflitos Educacionais nas escolas municipais do Rio que funcionará como banco de dados com informações sobre Educação Especial, entre outros assuntos. Para chamar atenção para a questão do autismo, Eliomar apresentou proposta de criação da Semana da Conscientização sobre a Síndrome de Down e o Transtorno do Espectro Autista, entre os dias 21 de março e 02 de abril, quando a Câmara será sempre iluminada de azul. A cor azul foi escolhida como símbolo de luta contra o preconceito que recai sobre a vítima de autismo.

Conheça os pré-candidatos
Na próxima terça-feira, dia 07/04, os pré-candidatos ao governo do Rio pelo PSOL/RJ se enfrentam em debate no Salão Nobre da Câmara Rio, às 18h30. Jorge Luis Borges é geógrafo formado na UFRJ, com especialização em Planejamento e Uso do Solo (IPPUR/UFRJ) e MSc em Planejamento de Transportes pela COPPE. Tarcísio Motta é professor de História formado pela UFF, leciona no Colégio Pedro II e por muitos anos foi da rede municipal de Caxias. Eles falarão sobre suas plataformas e propostas.
Dia: segunda-feira, 07/04
Hora: 18h30
Local: Salão Nobre da Câmara Rio, na Cinelândia

Discriminação e racismo?
Requerimento do deputado federal Jean Wyllys, aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, determina a realização de uma diligência para averiguar violações dos direitos humanos praticadas por policiais no Rio de Janeiro. O objetivo é levantar desvios de conduta e abordagem descriminatória. “Vamos cobrar da segurança pública do Estado políticas públicas e ações efetivas que levem as polícias a agirem em defesa de toda a população igualmente e minimizem a ação seletiva que ainda leva alguns agentes de segurança a tratar pobres e negros, em particular, com violência, desrespeito e descaso, ao contrário dos moradores de bairros nobres da cidade”, afirmou Jean Wyllys.

Alerta de campanha!

Convocação aos filiados do PSOL! É hora das inscrições de pré-candidaturas para as próximas eleições, até o dia 25 de abril, de 13h às 16h, na sede do PSOL, na Lapa!

#Compartilhe
Foi lançada durante o ato “Página infeliz da nossa história”, nesta segunda-feira, dia 31/03, a revista #Compartilhe, do PSOL Carioca. A edição número 1 foi dedicada aos 50 anos do golpe militar. Tem artigos de Chico Alencar, Cecília Coimbra, Frei Beto e Sandra Quintela, entre outros. O tema da próxima edição, que circula na primeira quinzena de maio, é a Copa. O Núcleo da Zona Oeste 2 (Recreio e Barra) prepara artigo sobre o campo de golfe olímpico, na Barra da Tijuca. O exemplar custa módicos R$ 5,00 e pode ser adquirido na sede do PSOL, na Travessa do Mosqueira, 21 – loja C, na Lapa , que fica aberta de 11 às 19 horas.

RIO ANTIGO
Em 31 de março de 1964, o general Olímpio Mourão Filho deslocou 3 mil soldados do Destacamento Tiradentes, de Belo Horizonte, em direção ao Rio de Janeiro para consolidar o golpe de Estado que abriu as portas da ditadura e de 21 anos de governo militar. A data marcou o começo dos anos de chumbo pontuados por prisões arbitrárias, torturas, mortes, desaparecimentos, atentados e supressão da liberdade de expressão. Viaje no tempo