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É um crime fechar escolas! Um absurdo! Por isso, entramos com representação no MP e oficiamos a Defensoria Pública

Nosso mandato, juntamente com o do companheiro Flavio Serafini, entrou com representação no Ministério Público e ofício à Defensoria Pública, na última sexta-feira (2/11). O objetivo é suspender o fechamento de escolas no Rio de Janeiro pelo governo Pezão. Nesta segunda (5/12), estivemos em uma escola de São Gonçalo que será fechada.

Há pouco tempo recebemos uma comissão de pais, alunos e representantes do SEPE São Gonçalo. Eles denunciaram o fechamento de escolas na região e solicitaram a nossa intervenção para a realização de uma audiência pública na Comissão de Educação da Alerj, justamente para discutir esta grave questão. Foi o que fizemos.

Depois da audiência realizada na última quarta-feira (30/12), que, diga-se de passagem, não foi pública, porque justamente quem nos procurou ficou do lado de fora da Alerj, impedidos de entrar e participar da audiência, eu e Serafini decidimos ingressar com esta representação no MP.

A nossa decisão foi reforçada pelo fato de a SEEDUC não conseguir sequer, durante a audiência, dar uma explicação decente para esta medida nefasta. Tiveram a cara de pau de dizer que querem otimizar a rede estadual de ensino! Otimizar o que cara pálida? Fechando escola? Obrigando alunos a estudarem cada vez mais longe de suas casas, punindo os alunos e seus pais, de forma perversa e brutal, com mais despesas de passagem, além de turmas lotadas? E os profissionais da Educação como é que ficam?! Pois é, e o pior é que o Secretário de Educação, Wagner Victer, tampouco aceitou rever esta política absurda e parar, imediatamente, de fechar escolas.

Consideramos o fechamento das escolas uma ação criminosa, injustificável, que compromete o futuro de gerações! Não podemos aceitar isso de forma alguma!

Por isso, fomos ao MP. E para a elaboração do documento foi fundamental a participação dos profissionais da educação, alunos e pais .

Se a sua escola também está passando por uma situação semelhante, correndo risco de fechar, a mobilização é muito importante. Isso porque ainda há tempo de reverter este processo inaceitável, que tem de ser interrompido.

Representação ao MP

Ofício à Defensoria Pública

Eliomar, em conjunto com deputados da Comissão de Educação da Alerj, visitou a escola  CE Coronel Tarcisio Bueno, em São Gonçalo, que será fechada. Nosso mandato também se reuniu com representantes da Metro II e Sepe São Gonçalo,  quando propuseram que tanto a Metropolitana II quanto a SEEDUC façam reuniões com as comunidades escolares que serão afetadas pela “otimização”, medida anunciada pela secretaria de Educação e, que, na prática, significa o fechamento de escolas. As comunidades escolares precisam ser ouvidas antes de qualquer mudança.

Durante a reunião, solicitamos o laudo da defesa civil em relação às condições do prédio do Tarcisio Bueno. A representante da Metro II,  Jaqueline, ficou de fazer contato com a SEEDUC, para que seja disponibilizado o laudo da interdição do prédio.

Causou estranheza a falta de critérios da SEEDUC em relação ao fechamento de turmas, turnos e escolas, tanto em São Gonçalo quanto no restante do Estado. Os deputados informaram que entraram com uma representação pública para suspender a “otimização”, anunciada pela secretaria de Educação.

Em São Gonçalo, essa política nefasta do governo do Estado atingirá as seguintes escolas: CE Coronel João Tarcisio Bueno e o Ciep 425- ProfApoio Marlucy Salles de Almeida  (fechamento das unidade escolares). C E Santos Dias, C E Dorval , CE Desembargador Ferreira Pinto, CE Paulino Pinheiro Baptista, Ciep 408- Sérgio Cardoso (com o fechamento do 3¤ turno).”

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