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Ensino público com qualidade!! Por que não?!

O péssimo resultado do Enem e o fraco Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009 só confirmam o que nós já sabemos: a queda na qualidade do ensino público no Rio de Janeiro. Dos 92 municípios do estado, um terço não atingiu as metas de desempenho estabelecidas pelo MEC. Somente a pequena Aperibé, cidade com 10 mil habitantes no norte fluminense, ficou com média acima de 6 no Ideb.

A boa vontade e o esforço individual dos profissionais de educação não pode garantir a recuperação do ensino público se o governo Cabral, em contrapartida, não apresentar um projeto educacional, não valorizar a categoria, não assegurar condições de trabalho. Diariamente, mais de 20 professores, entre aposentados e exonerados, abandonam as salas de aula. A grade curricular chegou a ser rebaixada a fim de disfarçar o déficit de professores. Os recursos do setor são parcos, insuficientes.

O investimento da prefeitura , por sua vez, está longe do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de acordo com o Dieese. Quase RS$ 1 bilhão a mais poderia ser gasto no setor. E o reajuste da classe poderia, sim, ser em muito superior aos 4,21% concedidos pelo prefeito. Os professores reivindicam uma reposição salarial de 22%.

Nosso mandato apóia a paralisação de 24 horas das escolas estaduais e municipais e a passeata, marcadas para a próxima quinta-feira, dia 16, em defesa do ensino público e dos serviços públicos de qualidade, contra a reforma da previdência proposta pelo prefeito.

O Projeto de Lei Complementar 41 prevê a quebra da paridade e a diminuição dos salários de aposentados e pensionistas. Os servidores exigem o pagamento da dívida com o FUNPREVI, o cumprimento das responsabilidades do Tesouro Municipal e uma audiência pública na Câmara dos Vereadores para prestação de contas e amplo debate sobre o projeto que está na Ordem do Dia do Legislativo.

Vamos participar da marcha da Educação da Candelária a Cinelândia, a partir das 11h, e do Ato Público. Educação pública de qualidade é um direito de todos; é cidadania!

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Uma resposta a Ensino público com qualidade!! Por que não?!

  1. Daniel Willmer disse:

    Gostaria de primeiramente, discutir a questão do que é revitalizar alguma coisa. Santa Teresa não está nem nunca esteve morta para necessitar de revida!

    Aqui, tradicionalmente quem investe no bairro são os moradores/proprietários. São os maiores investidores. Para dar um exemplo: Sou síndico no prédio no qual vivo (sou locatário). Durante os últimos três anos, investimos mais de R$150.000,00 em melhorias no prédio. Acabamos de aprovar um gasto de R$ 65.000,00 para conserto e pinturas das fachadas. Isto significará no futuro, valorização do imóvel em si, assim como seu entorno.

    Acontece que o que é chamado de “revitalização” – na verdade comercialização, coisa muito diferente – está causando danos sérios à qualidade de vida do bairro, especialmente em sua região central (aquele entre o Curvelo e a Rua Oriente, incluindo, Alm Alexandrino, Ladeira do Castro, Largo do Guimarães, Ladeira do Meireles, Pascoal Carlos Magno, Philadélphia, Monte Alegre e Áurea), onde os desrespeitos à Lei da APA (Decreto 5050), especialmente no que tange à identidade cultural do bairro. Bairro de silêncio, bucólico, de casario antigo, onde as pessoas teriam tempo de conversarem, etc., interligado pelo Bonde (Bonde, que Bonde??) Projeta-se uma casa de festas ao lado de meu prédio, sem qualquer estudo, qualquer regra, nada, nada, nada… que não o desrespeito ao direito do outro, ao tipo de vida que este outro escolheu! O bairro não comporta mais muvucas, está à beira do colapso de um estilo de vida. Estão nos matando aos poucos, nos expulsando e acabaremos como uma Parati ou pior, um pelourinho, onde ninguém mais vive. (Ainda somos muitos e resistiremos.)

    A escola Tomás de Aquino (R. Pascoal Carlos Magno – patrono das artes, residente de Santa Teresa) fechou e foi substituida por uma cachaçaria (Eles se chamam de casa de cultura – qual, a do etilismo? Da arte de beber?), numa casa preservada,que está fora da zona comercial. Pergunto. Qual foi o investimento no imóvel? ZERO, não houve qualquer melhoria no imóvel!!!! E outros são assim.

    O bairro sempre teve boêmios, mas nunca antes foi da boemia, nunca aconteceu de moradores não poderem circular pelo bairro sem serem molestados, muitas vezes físicamente pelos frequentadores (Dão socos nos carros, jogam garrafas, cospem, gritam, etc). as calçadas esteitas são tomadas por artistas(sic) camelôts. Isso não é revitalização, é degradação. Como vem acontecendo degradação na Lapa, no Leblon, no Baixo Gávea, nos outros baixos da vida, onde moradores pagam impostos, investem em suas residências e não tem dos governos qualquer melhoria ou respeito às suas reinvidicações. A cidade parece que perdeu seus limites de respeito à lei, aos outros. Aos direitos das minorias.

    Quando se fala de revitalizar, na verdade está se falando tão somente aumentar o comercio.
    Perguntaram aos moradores se estes estão de acordo? Houve alguma discussão real sobre o que os moradores propõem como solução para o bairro? Qual é o futuro que queremos para o bairro. Que futuro queremos para a cidade? Queremos ser a capital da balbúrdia, do turismo sexual? ou nós cariocas podemos almejar um futuro mais consistente do que este que a prefeitura nos propõe. O consumo pelo consumo. É muito pobre, muito vazio. Daremos festas para incobrimos o vazio que nos preenche.

    Sabemos que os “casarões são caros de preservar. Porque a prefeitura e/ou a Camera dos Vereadores não dá incentivos aos proprietários? Porque aos casarões são permitidos serem utilizados como comércio, mas não podem ser transformados em residências multifamiliares guardadas certas regras de ocupação do espaço?

    Temos uma rede eletrica e sanitária já exaurida. (A inauguração do Hotel de Santa Teresa, provocou queda na qualidade da energia elétrica fornecida – isso não foi resolvido. Sofremos picos de luz todos os dias, todas as horas. – Porém isso sequer é levado em conta.)

    Cada bar/restaurante que é aberto no lugar de um armarinho, ou padaria (o comércio local é praticamente inexistente – como se o morador daqui não lavesse roupa, comprasse comida, ou canetas…) com quanto contribui com o esgotamento da rede sanitária? Existe algum calculo feito pela Prefeitura? Não, não há nenhum cálculo com relação `a rede de água/esgoto existente. Isso sem falar do adensamento de trafego, do aumento do barulho, hoje considerado o segundo maior problema do bairro, segundo levantamento feito pela AMAST na semana passada, que perde apenas para o quesito Trânsito, visto cmo o maior problema, segundo a mesma pesquisa.

    E quer-se adençar mais ainda o comércio?

    É comum as pessoas que residem no centro de ST te dizerem que dormem ou ficam em casa com tampões de ouvido!!! porque sendo um vale o som se propaga violentamente e você não tem sussego. Você se imagina vivendo assim? Pois vivemos… ainda…

    Gostaria de convidar o Eliomar ou algum acessor para passar um Domingo a noitinha em minha casa para sentir do que falo. Minha tarde/noite é tomada pelo Bispo da Assembléia de Deus de Leblon esbravejando milagres e maldições na Rua Áurea, que é rebatido pela música ao vivo do Bar da Fatinha (que aumenta o volume, evidentemente); os jatos que nas noites de domingo são mais numerosos; pelos efluvios do Bar do Gomes. Ver um filme, é ter o controle remoto nas mãos, com o som nas alturas competindo com o de fora, e interromper a sessão a cada intervalo de dez minutos quando passa a sequência de jatos (4 ou 5, dependendo das datas). Me ensurdeço para poder relaxar. Isso é vida? Ainda querem me presentear com mais disso? Matem-me de uma vez!!! Ou me degredem!

    Daniel Willmer

    • eliomar coelho disse:

      Caro Daniel,

      Como venho afirmando no blog, muito importante que este espaço sirva para que os moradores se manifestem sobre questões pertinentes ao bairro de Santa Teresa que, por suas características especiais, não pode perder sua atmosfera bucólica a despeito de estar vivendo um franco e evidente processo de revitalização. Parece-me, neste caso, que o sentido do termo revitalização é fonte de polêmica entre os moradores do bairro.

      Obrigado por seu comentário.

      Abs,
      Eliomar

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