Rio - 30 de abril de 2014

“Era só mais um Silva…”


“Mais dois Silva, Douglas Rafael da Silva, o dançarino DG, e Edilson da Silva Santos, são vítimas da ação de policiais de UPPs. Às mortes na favela Pavão Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, soma-se o assassinato do pedreiro Amarildo Dias de Souza, morador da Rocinha que desapareceu em julho de 2013, depois de ser detido por policiais da UPP daquela comunidade. As três mortes são emblemáticas e atestam o abuso de autoridade e a violência policial praticada pelos militares que atuam nas Unidades de Polícia Pacificadora. As mais de 25 mortes ocorridas em favelas pacificadas desde a implantação do programa do governo estadual apontam para um fato evidente: o projeto de “pacificação” dá sinais de crise.” Na foto, a mãe de Douglas, Maria de Fátima, que denunciou o caso a Anistia Internacional. Leia artigo na íntegra.

Tarcísio Motta é o pré-candidato do PSOL ao governo

O pré-candidato do PSOL ao governo do Estado é Tarcísio Motta. O consenso em torno do nome do professor do Colégio Pedro II se deu em reunião do Diretório Estadual realizado no último domingo (27/04). Nascido e criado em Petrópolis, Tarcísio é professor de História formado pela UFF, e lecionou durante anos na rede municipal de Caxias. Com militância ativa na Educação, foi diretor do Sepe – Caxias durante nove anos e secretário de imprensa do Sepe RJ de 2009 a 2012. Em 2013, recebeu 48,9% dos votos na eleição para reitor do Pedro II, quando obteve apoio massivo dos setores progressistas da instituição federal. “Tarcísio é um combativo militante pela educação pública de qualidade e vai ser o porta-voz do contraponto ao atual modelo de desenvolvimento em curso no estado. Modelo este que será defendido pelos outros candidatos que, apesar de uma ou outra pequena divergência, governam o estado e a prefeitura juntos desde 2007 com a mesma política”, afirma Eliomar.

Cidade (dos megaeventos) sem planejamento
“A cidade não está sendo administrada como deveria, porque quem está à frente de sua administração não tem o preparo necessário e suficiente para tal. Esta é a realidade! Como administrador, Eduardo Paes fica muito a desejar; muito, mesmo. As políticas públicas colocadas em prática, nota-se perfeitamente que não têm rumo. Como é que uma cidade como o Rio de Janeiro você administra sem planejamento? “. Leia a declaração de Eliomar na página do vereador do PSOL no Facebook.

Uma troca justa
A bancada do PSOL na Câmara Rio apresentou moção conjunta de apoio ao projeto de lei 3388/2012 do deputado federal Chico Alencar (PSOL/RJ) que propõe trocar o nome da Ponte Rio-Niteroi de Ponte Presidente Costa e Silva para Ponte Hebert de Souza – Betinho. Sem argumento convincente, a proposta foi rejeitada por comissões da Câmara dos Deputados, em Brasília. Vale lembrar que o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos prevê que logradouros públicos não sejam mais batizados com nomes de indivíduos cometeram crimes e violaram direitos humanos no período da Ditadura Civil Militar. Foram entidades como o Grupo Tortura Nunca Mais, Justiça Global, Instituto de Direitos Humanos e Ibase que encaminharam a ideia da justa troca ao Mandato Chico Alencar.

Frei Tito, presente!
O projeto de escrever a biografia de frei Tito de Alencar – preso político na ditadura que se exilou em Paris depois de ser torturado mas optou pelo suícidio – ganhou vida quando a jornalista Leineide Duarte-Plon conheceu o psicanalista Jean-Claude Rolland que tratou de Tito até sua morte. “O recurso do suicide tem como princípio a lógica: matar-se em vez de ser morto”, observa Rolland. Escrito em co-autoria com a também jornalista Clarisse Meireles, o livro ‘Um homem torturado: nos passos de Frei Tito de Alencar’ foi tema de debate realizado esta semana no Sindicato dos Jornalistas, com a presença de Frei Beto. Leia prefácio de Wladimir Safatle e artigo de Leneide Duarte-Plon.

Também somos educadores
Desde de 90, 84% dos cargos de funcionários administrativos da rede municipal (merendeiras, inspertores, porteiros) vêm sendo extintos e não houve substituição de aposentados ou daqueles que optaram por sair. Os que restaram estão sobrecarregados e com acúmulo de função. Pesquisa da Fiocruz, em conjunto com o Sepe-RJ, constatou que a vida útil de merendeira nas escolas do Rio é de cinco anos em função das condições precárias de trabalho. Ao invés de investir neste profissional, a secretaria municipal de Educação vem optando por terceirizar o serviço com remanejamento de pessoal da Comlurb.

Galeano é carioca!

“Recomenda-se Eduardo Galeano para caminhar 10 passos em direção à utopia.” A “receita” de Chico Alencar foi transmitida ao escritor durante a homenagem prestada por Eliomar Coelho e Marcelo Freixo – parlamentares do PSOL/RJ – em cerimônia no dia 16/04 que atraiu centenas a Emerj (Escola de Magistratura do Rio de Janeiro). Galeano recebeu Título de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro e a Medalha Tiradentes. Foto de Cícero Rodrigues. Veja outras imagens.

A história do 1º de Maio
Fundação Lauro Campos
“A cada ano, o 1o de Maio rememora o assassinato de cinco sindicalistas norte-americanos, em 1886, numa das maiores mobilizações operárias celebradas naquele país, reivindicando a jornada laboral de oito horas.” Leia o artigo na íntegra

RIO ANTIGO
Quem percorreu a Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central) até meados dos anos 40, de carro ou a pé, deve se lembrar que a via que corta o Centro da cidade tinha duas pistas exatamente como acontece hoje por conta das obras na Zona Portuária. Se pedestres e motoristas ainda não se acostumaram ao caos instalado no Rio Branco, as fotos servem para relembrar aquele tempo. Viaje no tempo