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Mais um acidente expõe fragilidade do serviço das Barcas

Nos últimos quatro anos, foram mais de 10 acidentes envolvendo as barcas Rio-Niterói. Na segunda-feira (28/11), os passageiros do Catamarã Gávea 1 viveram momentos de pânico após forte colisão em píer desativado na Praça XV quando 65 pessoas ficaram feridas.

Como já alertamos em nosso blog em 2009, as Barcas S/A somam uma série de problemas. O serviço, privatizado em 1998, passa longe da eficiência. Não bastasse o alto índice de acidentes, os intervalos entre as barcas são muito longos. Isso, por si só já resultaria em aumento no número de passageiros, especialmente nos horários de pico. As obras do Porto Maravilha ainda fizeram o movimento crescer em 20%. Hoje, as barcas Rio-Niterói transportam, em media, 90 mil pessoas/dia. No momento do acidente, 907 pessoas estavam no catamarã.

Os feridos foram socorridos por médicos que faziam a travessia. Não havia nenhuma equipe para atuar em caso de emergência entre a tripulação. Demorou para que chegassem as primeiras instruções sobre usos de coletes. E os bombeiros só apareceram no local quarenta minutos depois. Por sorte, não houve registro de mortes. Assustados, os usuários temem um acidente mais grave, a exemplo do que ocorreu com o bondinho de Santa Teresa.

Outro retrocesso foi a interrupção do serviço noturno. As barcas deixaram de circular no periodo de 24h às 5h em função de mudanças no contrato firmado entre concessionária e governo estadual. Curiosamente, o governo concedeu, à empresa que administra as barcas, isenção de pagamento, ao estado, de ICMS sobre o preço das tarifas.

Para piorar a situação do usuário, o modal sofreu, nos últimos anos, reajustes inexplicados que não acompanharam investimentos no setor. A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) estuda novo aumento de R$ 2,80 para R$ 4,70 na tarifa Rio-Niterói. O passageiro já paga caro por uma viagem que não sabe como pode acabar.

Veja imagens gravadas pela TV O Dia após o acidente:
Imagem de Amostra do You Tube

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