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Mais um caso de negligência que termina em mortes na cidade

O morador do Rio de Janeiro deve estar se perguntando se precisa de sorte. São tantas as situações de descaso e negligência que tornam nosso dia a dia imprevisível e perigoso. Depois das explosões de bueiros e do acidente com o bonde, explodiu um restaurante na Praça Tiradentes. Mais uma vez houve falha da prefeitura na fiscalização e cobrança de responsabilidades.

As evidências levam a crer que a explosão aconteceu porque o restaurante usava, ilegalmente, cilindros de GLP. Um forte vazamento de gás provocou o incidente que resultou na morte de três pessoas e feriu outras 17 – três gravemente.

Importante frisar que o estabelecimento tinha alvará provisório, concedido pela prefeitura, que foi renovado cinco vezes – três vezes pela Inspetoria de Fiscalização e Licenciamento do Centro e duas vezes pela Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Especial de Ordem Pública. Mas, de acordo com informações publicadas na imprensa, a prefeitura alega que não tem atribuição para verificar questões de segurança.

O Corpo de Bombeiros considera a operação do restaurante ilegal porque o condomínio, na Praça Tiradentes, não tem gás canalizado e não poderia haver, ali, um restaurante. Era totalmente irregular. Aliás, apesar do funcionamento por três anos, o comando da instituição afirma que sequer sabia da existência do self-service Filé Carioca. Em entrevista à TV Globo, o comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, disse que depende das denúncias para coibir condutas ilegais.

Será que é tão fácil assim operar, no Rio, na ilegalidade?

Se até as feiras livres são passíveis de fiscalização, o que explica essa falha por parte dos órgãos responsáveis? Como a prefeitura permitiu, por tanto tempo, o funcionamento de um restaurante em prédio não habilitado para isso? Não existe comunicação entre os poderes?

Dura a vida do morador no Rio de Janeiro que sai de casa e não sabe se volta. Difícil engolir o blá blá blá das autoridades com tantas contradições que só evidenciam um fato: não houve fiscalização eficiente. Depois da tragédia, ninguém quer assumir a culpa.

Se amanhã o prefeito disser que existe falta de mão de obra para a fiscalização, a desculpa é inaceitável. Tudo tem que ser previsto. Não esperamos soluções das autoridades depois que cidadãos são vitimizados. Cabe ressaltar que, se o acidente não tivesse acontecido às 7h20, estaríamos contando muito mais mortos.

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