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Opine: acessibilidade

Se não é um problema para você, talvez você nunca tenha pensado nesta questão: a acessibilidade para os portadores de deficiência física.

Dos mais de 8,8 mil de ônibus que circulam na cidade, apenas cerca de 2 mil estão adaptados para entrada e saída de cadeiras de rodas. Um decreto publicado em 2004 determina que a frota deve ser 100% acessível até 2014.

Faltam rampas de acesso na grande maioria dos edifícios, muitas calçadas não são rebaixadas, portas são estreitas demais para a passagem das cadeiras de rodas. Se hoje alguns estabelecimentos contam com banheiros adaptados, é significativo o número dos que ainda não os tem e nem sequer os planeja. E elevadores precisam de dispositivos de comunicação além de medidas mínimas internas que permitam manobras.

O cotidiano de um portador de deficiência física pode ser bastante difícil e constrangedor. Opine: o que deve ser feito para garantir e melhorar a acessibilidade daqueles que dependem de cadeiras de rodas para andar?

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Uma resposta a Opine: acessibilidade

  1. Sebastian Archer disse:

    Esta cidade deveria refletir um pouco mais sobre o coletivo e menos sobre projetos imobiliários que reintroduzem o caos urbano cíclico. Neste coletivo estão inseridos portadores de deficiência física que necessitam de equipamentos públicos integrados que permitam sua mobilidade por edifícios, instalações diversificadas, ruas, transportes. Assim todo e qualquer empreendimento aprovado deve conter e inserir a multiplicidade de necessidades locais obrigatórias, além de estarem integradas aos efeitos modulares urbanísticos de uma rua, bairro, cidade, estado, país.

    • eliomar coelho disse:

      Caro Sebastian,

      Muito congruente seu comentário. Também penso que todo empreendimento aprovado já deve prever a acessibilidade. Aliás, a acessibilidade deveria ser uma exigência para a concessão de linceciamento por parte dos órgãos competentes.
      Obrigado pela participação.
      Abs,
      Eliomar

  2. Eriksom disse:

    Caro Eliomar

    O Sebastian apresentou uma sugestão correta: os novos deveriam prever esse acesso. Resta discutir os antigos.

    A meu ver, reformas em edifícios públicos e comerciais com necessidade de aprovação prévia do órgão municipal, deveriam conter também essa obrigatoriedade. Porém, entendo que para os demais deveriam haver apenas a definição de obrigatoriedade paulatina em horizonte de 10 anos, por exemplo.

    Porém, a obrigatoriedade para o metrô, para edifícios públicos de uso obrigatório (como atendimento ao público), para hospitais e, principalmente, escolas, a exigência deveria ser imediata.

    Assim como para o metrô, estenderia a obrigatoriedade para todos os ônibus novos a serem emplacados no município.

    Abro um parênteses, licitar linhas de ônibus é indecência, o correto seria licitar “aluguel de ônibus” por quilometro e por passageiro transportado (com limite de número), e as linhas definidas pelo poder público. E tarifa única cobrada por meio de bilhetagem eletrônica suprida pelo mesmo poder público. No caso, haveria necessidade de ser Poder Público com P maiúsculo, o que não temos.

    Abraços

    Eriksom

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