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Opine: onda de violência no Rio

Uma cabine da PM foi metralhada no bairro do Irajá, hoje pela manhã, enquanto cinco homens armados atearam fogo em três veículos no Trevo das Margaridas, nas redondezas da Avenida Brasil. Ontem, uma nova onda de arrastões varreu a cidade. Dois aconteceram na Zona Sul, na Fonte da Saudade e numa rua em frente ao Palácio Guanabara. O terceiro foi na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Pavuna. Também no domingo, três carros foram incediados na Linha Vermelha. Houve troca de tiros e explosão de granadas. O confronto tumultuou a via expressa.

Uma sucessão de incidentes semelhantes vem se tornando corriqueiros nos últimos dois meses. Foram queimados 12 veículos e 21 arrastões trouxeram pânico para o cotidiano carioca. Há quem especule que estas ações se intensificaram na proporção direta do crescimento do número de Unidades de Polícia Pacificadora. Ao todo, existem 13 UPPs em meio as 1020 favelas que se espalham pela cidade, de acordo com dados atualizados do Instituto Pereira Passos.

Opine: o que está motivando esta onda de arrastões na cidade do Rio? Qual a melhor estratégia para combater e coibir este tipo de ação?

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6 respostas a Opine: onda de violência no Rio

  1. Roger de Sena disse:

    Uma frase muito comum, talvez nas últimas três décadas, é: o policial não trabalha para a população, mas para a corporação. Por pior que soe aos ouvidos dos bons policiais – que existem, tenho certeza! – é uma verdade!
    O trabalho de policial precisa ser de dedicação exclusiva.
    Ao ter folga entre seus plantões ele acaba vendendo seus serviços a quem pode pagar por eles. E nem sempre os compradores são idôneos.
    Em minha opinião, é por aí que se deve começar o trabalho.
    Valorização do quadro, com pagamento de salários dignos, e cobrança de dedicação exclusiva. Tudo isso paralelamente ao uso de inteligência, com uso intensivo das ferramentas modernas, que são cada vez mais acessíveis.

    • eliomar coelho disse:

      Roger,

      Muito bem colocado. A exemplo do que acontece com a categoria dos professores, a categoria dos policiais também precisa ser valorizada. Essa é uma das formas de combate à corrupção e ao consequente envolvimento de policiais com traficantes.

      Obrigado por sua participação.
      Abs,
      Eliomar

  2. Os arrastões, assaltos, etc. são confiscos que visam a arrecadar fundos para a manutenção dos executores durante um certo período pré-estimado de dificuldades. As operações de incineração de veículos talvez sejam grifos decididos no calor dos acontecimentos, nos moldes talvez das operações de terra-arrazada. Não creio que tais operações sejam para intimidar a população, já que as atividades econômicas exercidas pelos confiscadores visam a atender demandas desta mesma população, intimidá-la portanto seria uma contradição insuperável.

    Quanto às medidas de harmonia, será preciso examinar tais pessoas como empresários impedidos por direito de exercer suas atividades econômicas por . O exercício de fato é o que lhes resta, único meio possível de viabilizá-las. No exame desta situação, não se pode levar em conta a atuação institucional da polícia, que, na engrenagem corrupta que nos é imposta, é sócia majoritária compulsória das atividades econômicas marginais à lei.

  3. Angela disse:

    Há uma corrente que diz que esta “guerra” se origina na perda de poder dos traficantes. Para combater, é necessário investir em educação. Escolas com horário integral, esporte, alimentação, cursos profissionalizantes, enfim, atenção às crianças e jovens. Mostrar a essa população um potencial que desconhecem, Criando alternativas de modo de vida mais atraentes do que o crime.

    • eliomar coelho disse:

      Cara Angela,

      Assino embaixo do que você diz. Só com cidadania (educação e saúde de qualidade) e alternativas mais atraentes que o crime podemos pensar em mobilidade social e mudança de cenário. Isso, claro, se for interrompido o tráfico de armas e o livre trânsito de drogas nas fronteiras.

      Abs,
      Eliomar

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