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Opine: licença de instalação para Angra 3

Em fase de instalação, a Usina Angra 3 tem sua licença contestada por especialistas em direito ambiental. A Eletronuclear não assumiu a manutenção e o custeio do Parque Nacional da Serra da Bocaina e da Estação Ecológica (Esec) de Tamoios. Uma alteração no texto da licença prévia concedida em 2008 exime a companhia da responsabilidade de cuidar das duas importantes unidades de conservação que ficam na região de Angra dos Reis.

De acordo com especialistas em direito ambiental, a licença de instalação não pode ser concedida sem que a licença prévia tenha sido cumprida a rigor. E a mudança no texto da licença constitui um ato ilegal. A licença prévia foi baseada em estudo de Impacto Ambiental, o Eia/Rima, que não pode ser desconsiderado. A retirada da exigência referente às áreas de conservação é irregular.

Opine. Você concorda com o ponto de vista dos especialistas em direito ambiental? Você acha que a concessão de licença de instalação deve ser revista? A Eletronuclear deve ser obrigada a cumprir o que foi acordado na licença prévia? Considerando o risco de desmoronamentos na região de Angra, você acha que o projeto de instalação da usina nuclear deve ser revisto?

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4 respostas a Opine: licença de instalação para Angra 3

  1. DJANE disse:

    O que devemos discutir tb é a relação custo beneficio da energia nuclear para o Brasil. Atualmente a energia nuclear produzida nas usinas corresponde a 2% da energia elétrica, o custo é muito alto e, já está comprovado os riscos ambientais . Não há destino para o lixo nuclear.
    Nuclear só se for de baixas doses de radiação para uso em medicina e com toda radioproteção possivel.

  2. Saudações

    Essa história de energia nuclear no Brasil parece jogo de 7 erros. As “Angras” são erros estratégicos, políticos, sociais e econômicos.
    O erro começa pela escolha do local para instalação: Angra dos Reis, região de terreno instável. Isso já era sabido pelos indígenas que habitaram o local nos primórdios. As 2 primeiras são sucatas européias. A 3a. é complemento do erro.
    A quantidade de energia produzida não compensa os riscos envolvidos nem os gastos com manutenção.
    Fora o fato de que, em caso de acidente, não há rota nem planejamento para a fuga ou abrigo da população.
    Se o Japão está passando por apuros, imagina o que poderá acontecer no Brasil?
    Obviamente que somente os interesses econômicos imediatos de uma minoria estão em tela. Só isso explica tanto interesse em contruir um bomba dessas em detrimento dos investimentos em energias menos poluídoras.

    Um abraço.

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