Rio - 21 de maio de 2014

Permissão danosa

Eliomar Coelho
“Lamentável mas era previsto. Nosso mandato denunciou, votou contra e entrou com representação contestando a aprovação do PEU das Vargens, em 2010. O projeto inconstitucional alterava o gabarito da região e o resultado era impacto ambiental. A construção dos prédios de oito andares que abrigarão a Vila de Mídia das Olimpíadas – “aprovada pelos órgãos competentes”, conforme matéria publicada no jornal O Globo – ameaça o Museu do Pontal que corre risco de inundação. As obras no novo bairro do Pontal chegaram a ser interrompidas para desobstrução de canais. Mas, segundo a reportagem, a dragagem implementada pela empreiteira atende ao empreendimento mas não evitará enchentes.” Leia artigo na íntegra.

Professores na luta

Continua a luta por educação pública de qualidade. A categoria entrou em greve unificada e reivindica fim da meritocracia e da terceirização das escolas, mais investimentos e concurso para professor e funcionário, cumprimento da lei de 1/3 de planejamento extraclasse, 30 horas para funcionários e 20% de reajuste salarial. Desde a paralisação do ano passado, nada mudou nas redes municipal e estadual. A assembleia marcada para amanhã, às 11h, no Clube Hebraica, na Rua das Laranjeiras, 346, decidirá o rumo do movimento.

Somos contra
Não é aceitável que a Guarda Municipal do Rio seja autorizada a usar armas não letais e spray de pimenta. Nosso mandato votará contra a emenda à Lei Orgânica Municipal que abre este precedente e será votada na Câmara Rio. E por que esta mudança repentina? Tudo em nome da Copa do Mundo; para auxiliar a vigilância e a repressão dos possíveis protestos com o respaldo da Lei da Copa que criou um verdadeiro Estado de Exceção no país. O projeto sequer especifica que tipo de arma não letal será permitida. A Guarda Municipal não foi treinada para andar armada e não se presta a este tipo de policiamento. Leia mais

Qual a nota?
O professor Jorge Martins, do Instituto de Economia da UFRJ, organizou um extenso questionário para levantar a opinião do usuário sobre o sistema de transporte rodoviário na cidade. O resultado será encaminhado para a Câmara Rio e quem responder receberá o relatório com as conclusões da Pesquisa sobre Qualidade do Transporte Urbano de Passageiros no Rio de Janeiro. Participe da pesquisa; faça suas queixas avaliando direção dos motoristas, estado de conservação dos coletivos, tempo de viagem, conforto, frequência de ônibus nos dias úteis, no fim de semana e na madrugada, entre outros itens.

Transolímpica no Mapa Crítico

“Trata-se de uma via expressa de 23 km que ligará os bairros de Deodoro e Barra da Tijuca, ao custo de quase R$ 1,5 bilhão, totalmente pago com verbas públicas. Foi concedida por 35 anos para um consórcio privado que irá explorar uma praça de pedágio com preço inicial igual ao da Linha Amarela. Sua contribuição para a solução dos gargalos de transporte público é questionável”. Leia mais sobre a Transcarioca no Mapa Crítico da Cidade do Rio de Janeiro elaborado pelo Mandato Eliomar Coelho. O mapeamento esquadrinhou a cidade a partir de três temas: remoções forçadas, privatização da cidade e mobilidade urbana, categoria que inclui as BRTs e informações sobre obras viárias e modais.

Foco na saúde
“Da Reforma Sanitária ao SUS de hoje: Onde fomos parar?” e “Capitalismo e Saúde no Brasil” são temas de duas mesas-redondas do II Seminário Nacional de Saúde do PSOL, em Niterói. Aberto a todos, o encontro pretende contribuir para a reflexão sobre a situação real da saúde no país e aprofundar, no partido, o debate sobre a área para construção de propostas e estratégias de ação. Participam como debatedores, entre outros, o vereador Paulo Pinheiro (PSOL/RJ), Eduardo Stotz, pesquisador da ENSP/Fiocruz , Felipe Monte Cardoso, do Setorial de Saúde do PSOL e Fátima Siliansky, professora da UFRJ, da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde. O seminário será na Câmara Municipal de Niterói.
Dia: sábado e domingo, 24 e 25/05
Hora: 9h
Local: Câmara de Niterói, na Av. Ernani Amaral Peixoto, 625.

Medo da polícia
Pesquisa da Anistia Internacional revela um medo dos brasileiros: a tortura policial em caso de detenção. De acordo com o levantamento da entidade – que ouviu 21 mil pessoas em 21 países, 80% disseram temer a polícia. “A tortura persiste porque houve a impunidade com a anistia dos agentes da ditadura que a praticaram. Isso gera um salvo conduto para as autoridades atuais”, afirmou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, a BBC Brasil. A violência na política de segurança fica evidente em episódios como a morte do pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser detido por policiais da UPP da Rocinha.

RIO ANTIGO
Construído em 1723, os Arcos da Lapa – que estão sendo restaurados – sobreviveram às mudanças vertiginosas que a região sofreu. Na sequência de fotos, vários momentos do Aqueduto da Carioca que foi inspirado no Aqueduto de Águas Livres de Lisboa. Viaje no tempo