Pesquisa: qual o maior problema da rede municipal de ensino?

Reportagem publicada no Jornal O Globo, em 26/02, divulga resultados de um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Educação em outubro de 2009. A pesquisa foi respondida por cerca de três mil professores e aponta como as principais causas da dificuldade de aprendizagem, “a falta de participação da família” na vida escolar e o “desinteresse dos alunos”.

O universo pesquisado representa aproximadamente 10% do efetivo de professores da rede municipal. Fica a pergunta: a pesquisa reflete o pensamento do conjunto do magistério público municipal?

Com certeza, fatores econômicos, sociais e culturais colaboram para aumentar o distanciamento entre pais e filhos. Porém, há décadas a rede municipal de ensino vem sofrendo com a falta de investimentos.

Com a intenção de aprofundar este debate com a sociedade, pais, alunos e principalmente, àqueles que enfrentam cotidianamente os mais diversos problemas no interior das escolas – os professores e funcionários-, lançamos a seguinte pesquisa:

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Uma resposta a Pesquisa: qual o maior problema da rede municipal de ensino?

  1. Todas as problemáticas supracitadas condizem com a realidade da escola pública municipal, principalmente nas áreas excluídas pelo poderio público como as comunidades.
    A política de educação para as escolas, sob a autarquia municipal do Rio de Janeiro, não condizem com a realidade dos alunos no que diz respeito aos projetos megalomaníacos da Secretaria Municipal de Educação. Os professores dependem da boa vontade política de suas coordenadorias que são geridas pela atual secretária Cláudia Costin. Há tempos que o sistema educacional brasileiro em todas as esferas (municipais, estaduais e federais) estão sendo sucateadas. Enquanto que as referidas garantias sociais estabelecidas constitucionalmente não forem seguidas à risca por nossos governantes, a situação irá continuar e a educação irá se desvalorizar e se tecnicizar ainda mais.

  2. Luiz Flávio M Moliterno disse:

    O vereador poderia ter incluído mais uma opção:
    -politica pública de educação mal formulada e mal executada
    No Brasil, gastasse o muito dinheiro público com doença em vez de promover saúde; da mesma forma, divulgam-se relatórios com dados estarrecedores sobre a baixa qualidade da educação de norte e sul e os gestores insistem em construir escolas sem infraestrutura para funcionar – e ainda tem prefeito que “enfeita o pavão” criando a aprovação automática para dizer ao BID que diminuíram e repetência e a evasão escolar no RJ.
    E não estamos falando da pré-escola e das creches que são uma raridade no setor público!

    • eliomar coelho disse:

      Caro Luiz,

      Realmente você tocou em um ponto importante. Se houvesse uma política pública bem formulada, ela contemplaria ítens apontados pela pesquisa, a começar pelo aumento efetivo de salários no setor.

      Abs,
      Eliomar

  3. Gisele disse:

    Sr Eliomar
    Todos os itens de sua pesquisa são responsáveis pela educação de péssima qualidade.
    Agora, gostaria de saber se a Sr.ª Secretária de Educação da cidade do Rio de Janeiro, ensina em uma sala com capacidade máxima a muito superada e numa sensação térmica de 49.º C ou mais?
    Uma promessa de campanha do Sr. Prefeito que penso no inverno será devidamente esquecida, como tantas outras.

    • eliomar coelho disse:

      Cara Gisele,

      As condições precárias nas escolas são um problema real, somado a outros que a pesquisa aponta. Estamos passando por um dos piores verões dos últimos anos e, certamente, os alunos estão sofrendo em salas que sequer tem ventilador.

      Abs,
      Eliomar

  4. Ricardo T. Santori disse:

    É muito difícil apontar somente um dos problemas citados acima como o principal responsável pela educação de má qualidade. Na verdade todos se somam. Porém, não há revolução no ensino que não passe necessariamente pelo salário e resgate da autoestima do professor. Por isso, considero o pagamento de um salário compatível com a importância desse e dos outros profissionais da educação como o ponto de partida para melhorar esta situação. Não adianta falar em computadores, projetores multimídia, etc. Isso é tudo maquiagem.

    • eliomar coelho disse:

      Caro Ricardo,

      Concordo. Difícil apontar apenas um problema. Também concordo que com baixos salários, e consequentemente sem estímulo, dificilmente a categoria resgatará sua autoestima e o setor passará por uma recuperação efetiva.

      Abs,
      Eliomar

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