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Pezão levou mas não ganhou: crise representativa

Pezão foi eleito governador do Rio mas perdeu para os votos brancos, nulos e abstenções. Isso só aconteceu no pleito do Rio de Janeiro. Foram, ao todo, 4.348.950 eleitores nestas categorias – mais de 5,6 mil que o número de votos depositados no candidato do PMDB. E se Pezão tentou apagar, durante a campanha, a existência de Sergio Cabral, deixou claro quem é seu mentor ao dedicar a vitória “ao padrinho”, o ex-governador. “Nos momentos mais difíceis, sempre estava lá”, afirmou Pezão. A eleição confirmou a crise representativa e mostrou que Pezão não tem apoio massivo da população. Ao contrário do candidato do PMDB, Tarcísio Motta teve uma votação expressiva no primeiro turno e ganhou o voto daqueles que acreditam no PSOL como alternativa. Fortalecido nestas eleições, o partido terá uma das bancadas mais fortes na Assembleia Legislativa. Juntos, Eliomar Coelho, Marcelo Freixo, Paulo Ramos, Flávio Serafini e Dr. Julianelli farão a oposição necessária e a fiscalização constante ao governo. Embora reeleita, Dilma também terá um desafio pela frente. Ganhou de Aécio com vantagem de apenas 3,26% de votos, o que aponta uma grande parcela de descontentes no país. Nosso apoio crítico a Dilma se traduz, agora, em manter a cobrança por mudanças e reformas que o PT não implementou em seus três mandatos. Reforma política, 10% do PIB para a educação pública, melhor gestão do Sistema Único de Saúde, democratização dos meios de comunicação, reforma tributária, com regulamentação do imposto sobre as grandes fortunas e mobilidade urbana com mais investimentos em transporte coletivos e públicos estão entre as prioridades.

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