Rio - 29 de outubro de 2014

Pezão levou mas não ganhou

Pezão foi eleito governador do Rio mas perdeu para os votos brancos, nulos e abstenções. Isso só aconteceu no pleito do Rio de Janeiro. Foram, ao todo, 4.348.950 eleitores nestas categorias – mais de 5,6 mil que o número de votos depositados no candidato do PMDB. E se Pezão tentou apagar, durante a campanha, a existência de Sergio Cabral, deixou claro quem é seu mentor ao dedicar a vitória “ao padrinho”, o ex-governador. “Nos momentos mais difíceis, sempre estava lá”, afirmou Pezão. A eleição confirmou a crise representativa e mostrou que Pezão não tem apoio massivo da população. Ao contrário do candidato do PMDB, Tarcísio Motta teve uma votação expressiva no primeiro turno e ganhou o voto daqueles que acreditam no PSOL como alternativa. Fortalecido nestas eleições, o partido terá uma das bancadas mais fortes na Assembleia Legislativa. Juntos, Eliomar Coelho, Marcelo Freixo, Paulo Ramos, Flávio Serafini e Dr. Julianelli farão a oposição necessária e a fiscalização constante ao governo. Embora reeleita, Dilma também terá um desafio pela frente. Ganhou de Aécio com vantagem de apenas 3,26% de votos, o que aponta uma grande parcela de descontentes no país. Nosso apoio crítico a Dilma se traduz, agora, em manter a cobrança por mudanças e reformas que o PT não implementou em seus três mandatos. Reforma política, 10% do PIB para a educação pública, melhor gestão do Sistema Único de Saúde, democratização dos meios de comunicação, reforma tributária, com regulamentação do imposto sobre as grandes fortunas e mobilidade urbana com mais investimentos em transporte coletivos e públicos estão entre as prioridades.

CSA continua poluindo

Uma das especialistas do grupo multidisciplinar que acompanhou o impacto ambiental da TKCSA na região de Santa Cruz, Mônica Lima afirmou que a emissão de material particulado é diária e provoca doenças graves como disfunção renal. A informação está em entrevista concedida pela bióloga, em 2011, para o site do mandato. De lá para cá, pouca coisa mudou. A CSA continua poluindo e opera até hoje com licença provisória. Reportagem publicada no jornal O Globo relata como persiste a poluição causada pela siderúrgica. A foto é de uma das manifestações contra a companhia. Saiba mais

Homenagem oportuna

A tribuna da imprensa da Câmara dos Vereadores ganhou o nome do jornalista e advogado Maurício Azedo, que foi vereador do Rio, eleito três vezes. Foi aprovado projeto de resolução que presta esta justa homenagem. Eliomar Coelho é um dos coautores. A profundidade nas matérias e a firmeza na opinião foram as marcas registradas na carreira de Azedo que trabalhou até morrer, no ano passado, quando ocupava a presidência da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Membro do Partido Comunista Brasileiro, atuou em revistas e diversos jornais, entre eles, Jornal do brasil, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, e sempre defendeu a liberdade de imprensa.

Eliomar apoia

Em tempo de pais ativos e envolvidos com os cuidados de seus filhos, o companheiro Renato Cinco ((PSOL/RJ) apresentou uma proposta muito oportuna e relevante. O Projeto de Lei Complementar 89/2014 amplia a licença paternidade de três para trinta dias consecutivos. O PLC altera o inciso III, do Art. 146, do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais, contemplando pais biológicos e adotivos. Nosso mandato apoia!

A atualidade histórica da ofensiva socialista
István Mészáros
“A atual ‘crise do marxismo’ deve-se principalmente ao facto de que muitos dos seus representantes continuam a adoptar uma postura defensiva, numa época em que, tendo acabado de virar uma página histórica importante, nos deveríamos engajar numa ofensiva socialista em sintonia com as condições objectivas. Paradoxalmente, os últimos 25 anos, que progressivamente manifestaram a crise estrutural do capital — e daí o início da necessária ofensiva socialista num sentido histórico —, também testemunharam a disposição de muitos marxistas, maior do que nunca, de buscarem novas alianças defensivas e de se envolverem com todos os tipos de revisões e compromissos em grande escala, ainda que não tenham, realmente, nada para mostrar como resultado de tais estratégias fundamentalmente desorientadoras.” Leia artigo na íntegra.

Rio antigo
O Dia Nacional do Livro, comemorado no dia 29 de outubro, ativa a memória das primeiras publicações feitas no Rio de Janeiro. Há registro de folhetos impressos em 1747. As primeiras impressões aconteceram na antiga sede do Governo, na Academia dos Selectos (Palácio do Itamaraty). Viaje no tempo