Rio - 9 de outubro de 2013

Porque os professores continuam em greve


“É muito importante frisar que a reivindicação salarial do Sepe no ano de 2013 foi de 19%. Em nenhum momento apresentamos nas mesas de negociação a reivindicação histórica do patamar de 5 salários mínimos para professor e 3,5 salários mínimos para funcionários. Só para dar uma ideia do grau de manipulação, para se chegar aos fabulosos e fictícios R$ 131 mil, a prefeitura aplicou o valor de 5 salários mínimos considerando um professor de 16 horas nível médio, situação que não existe na prefeitura, para depois fazer a proporção para 40 horas (Licenciatura Plena) e aplicar de forma errada o plano de carreira proposto pelo SEPE, misturando direitos de funcionários e professores, calculando duplamente triênios, duplamente a formação, dentre outras coisas. Fazendo isso tudo, eles chegaram a um número irreal na tentativa de enganar os profissionais da educação.” Leia, na íntegra, o informe do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino).

Na rua com os professores

A greve continua e os professores – no dia dos mestres – farão uma nova passeata, na próxima terça-feira, 15/10. A categoria continua tentando reabrir negociação com a prefeitura. Os profissionais de ensino não consideram o encontro do prefeito com os representantes dos Conselhos Escola Comunidade (CECs), realizado ontem (08/10), uma abertura ao dialógo porque os CECs não representam a categoria.
Dia: terça-feira, 15/10
Hora: 16h
Concentração e percurso: Candelária até a Cinelândia

Estratégia de esvaziamento?
Os moradores de Vila Autódromo parece que comemoraram cedo demais. Tem um certo ar de fraude a boa-nova do prefeito sobre a decisão de não remover os moradores da comunidade – que lidera uma das resistências mais ferrenhas ao processo de reassentamento imposto pela prefeitura em várias favelas. Leia mais

PSOL na cidade

A cidade do Rio de Janeiro terá, enfim, um Diretório Municipal do PSOL. A fundação será no 1° Congresso Municipal do PSOL marcado para o próximo fim de semana, dias 12 e 13/10, na Casa do Estudante Universitário – CEU/UFRJ, na Av. Rui Barbosa, 762, Flamengo. Na ocasião, serão eleitos os dirigentes do diretório.
Dia: sábado e domingo, 12 e 13/10
Hora: 9h
Local: CEU/UFRJ, na Avenida Rui Barbosa, 762, Flamengo

PSOL na TV
“Política é a luta constante entre os diferentes interesses da sociedade”. Esta frase abre o programa do PSOL que foi exibido em cadeia nacional na semana passada nas TVs. “O povo na rua transformou o necessário em possível”, declara o PSOL ao mostrar as manifestações contra o reajuste das passagens que tomaram as ruas de várias cidades e declarações do governador de São Paulo Geraldo Alckmin e dos prefeitos Fernando Haddad (São Paulo) e Eduardo Paes (Rio de Janeiro) anunciando a revogação dos aumentos. A ameaça aos direitos indígenas, pela PEC 215, e a redução dos direitos dos trabalhadores, com a precarização e terceirização propostas pelo PL 4330, são denunciadas no programa que destaca o trabalho dos parlamentares do PSOL no Congresso.

A revolta de junho
“Há algum tempo as pessoas tem começado a recolher exemplos de que a única forma de conquistar melhorias, direitos e um futuro decente não é pela via individual, é pela via coletiva”, depõe Thiago Aguiar, do Coletivo Juntos São Paulo, no documentário “A Revolta de junho”. A produção da Fundação Lauro Campos mostra as grandes manifestações que explodiram em diversas cidades brasileiras a partir do último mês de junho com depoimentos de integrantes de vários movimentos que participaram dos protestos. Foto da manifestação no Rio de Janeiro no dia 17/06.

RIO ANTIGO
A repressão violenta contra uma manifestação organizada em protesto por dezenas de prisões de estudantes resultou na “Sexta-Feira Sangrenta”, em junho de 68, quando morreram 28 pessoas, centenas ficaram feridos, mais de mil foram presos e viaturas da polícia foram incendiadas. Em resposta ao violento ataque, houve uma grande mobilização da sociedade civil que ficou conhecida como a Passeata dos Cem Mil. Viaje no tempo