Rio - 26 de setembro de 2013

Pressão por negociação


Descontentes com o Plano de Cargos e Salários enviado, pelo prefeito, à Câmara, os professores da rede municipal voltaram à greve. Eliomar Coelho vem trabalhando pela retirada da proposta do Executivo que não atende, minimamente, à categoria. Nem as emendas apresentadas satisfizeram os profissionais que permanecem paralisados. O parlamentar ressalta que o artigo 184 da Lei Orgânica do Município assegura a representação sindical dos servidores públicos junto à direção dos órgãos. Mas, ao contrário do que foi prometido pelo prefeito, os profissionais de Educação foram excluídos do processo de elaboração do Plano. “A prefeitura cancelou a reunião que faria com os professores e não abriu nenhum canal de diálogo”, afirmou. Leia mais e veja discurso de Eliomar no plenário do Legislativo.

Plano autoritário
Eliomar Coelho
“Após anos de espera e um mês de greve, muita luta e pressão dos profissionais de educação, o alcaide Eduardo Paes envia para a Câmara a proposta de Plano de Carreira do pessoal do Magistério. Porém, é preciso registrar aqui que prefeito e secretária municipal de Educação, em todas as fases de negociação durante o movimento dos profissionais de educação, prometeram que o projeto seria discutido e elaborado com a participação do Sepe.” Leia artigo na íntegra. Veja vídeo da TV Vírus que mostra a ocupação da prefeitura e depoimentos de professores explicando porque desaprovam o plano.

Indefinição na CPI
Ainda não foi julgado o recurso apresentando pela presidência da Câmara a fim de reverter a suspensão da CPI decretada na semana passada pela Justiça. A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, em segunda instância, acatou recurso do bloco da oposição na Câmara Rio que arguiu falta de proporcionalidade na comissão. Autor do requerimento que pediu a abertura da CPI, Eliomar pretende participar da comissão, caso sua composição seja modificada.

De olho nos bondes!
Enquanto a AMAST e os moradores de Santa Teresa reivindicam a restauração completa dos bondes históricos, o governo estadual está promovendo o sucateamento do acervo abandonado na oficina de Santa Teresa. Cerca de 60 toneladas de peças dos bondes já foram doadas a ONGs sem maiores explicações. Essa parece ser uma estratégia para impedir que os bondinhos antigos sejam inventariados pelo Iphan, exigência necessária para que possam ser restaurados. Leia mais

Remoções, para que?

Indenizações com valores irrisórios e terrenos desocupados que não receberam as obras previstas para os megaeventos são a evidência da falta de planejamento na política de remoções implementada pela prefeitura. Em função da construção da Transoente, famílias residentes nas Vilas Recreio II foram removidas mas o traçado da pista não passou pelo terreno. Para averiguar esta e outras denúncias, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Rio faz uma audiência pública na próxima sexta-feira (27/09), às 10h, no plenário do Legislativo. Veja vídeo sobre que mostra como foi o processo de remoção na Vila Recreio.

Caso Amarildo
A dedução de que o pedreiro Amarildo, desaparecido desde julho quando foi abordado por policiais da UPP da Rocinha, tem ligações com o tráfico deve-se ao depoimento de uma moradora. Segundo ela, um traficante iria fazer com o filho dela o mesmo que fez com o Amarildo. É baseado nesta testemunha que o delegado Ruchester afirmou o envolvimento entre a família de Amarildo e o tráfico. A mesma senhora, agora, afirma ter sido coagida para dar tal declaração. “Cabe uma investigação, porque se realmente ofereceram dinheiro para que se gerasse uma prova que defende os policiais é grave. Já oficiamos à Policia Civil, à Delegacia de Homicídios e à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos solicitando que essa família seja inserida imediatamente no programa de proteção, porque esse depoimento é fundamental e uma vida está em risco”, disse Marcelo Freixo, semana passada, no plenário da Alerj. Veja o pronunciamento.

Tudo parece calmo
Wladimir Safatle
“Depois das grandes manifestações de junho, com sua revolta explosiva capaz de colocar em chamas o Palácio Itamaraty e levar mais de um milhão e meio de pessoas às ruas, tudo pode parecer calmo.” Leia artigo na íntegra

RIO ANTIGO
Mais um belo registro de um ônibus elétrico circulando na cidade em meio a um corso de Carnaval. Se não vemos mais esta forma de folia nos dias atuais, a confusão de coletivos em meio aos blocos ainda é uma constante em vários bairros da cidade onde cresce, a cada ano, o Carnaval de rua. Uma situação que é no mínimo intrigante: por que as autoridades não impedem a circulação de transporte público em locais onde está prevista a passagem de blocos? Viaje no tempo