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PSOL apoia greve de bancários e dos trabalhadores do Correio

Os efeitos da inflação e a política de arrocho salarial, de cortes nos gastos públicos e sociais do governo federal e do grande capital produzem a resistência, a luta e a mobilização dos trabalhadores.

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve depois de dois anos sem reajuste salarial, visto que a Fentect (dirigido pela CUT/CTB) fechou um acordo bianual com a empresa, provocando forte descontentamento na base da categoria. O governo Dilma pretende privatizar a empresa. Foi votado no dia 31/08 o Projeto de Lei de Conversão que modifica a estrutura da empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A oferta para a categoria é apenas de 6,87%. A empresa adiantou o pagamento dos salários cortando os dias de greve na tentativa de constranger os trabalhadores, atacando o direito constitucional de fazer greve. Entretanto a greve continua com 75% de adesão.

Os trabalhadores bancários iniciaram uma greve por tempo indeterminado no dia 26 de setembro. Assembleias massivas rechaçaram o aumento proposto pela Federação Nacional dos Bancos que ofereceu um reajuste de 8%, apenas 0,56% de aumento real. Esta proposta é irrisória considerando os lucros dos bancos acima de R$27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano. Os bancários reivindicam 12,8% e melhorias nas condições de trabalho.

No caso dos bancos, é uma provocação a resistência do setor financeiro às reivindicações dos trabalhadores, considerando que os banqueiros estão entre os que mais lucram no país, entre outras razões, porque o governo federal mantém intocável o pagamento da dívida pública e a verdadeira agiotagem que são os juros dessa dívida, que saem do orçamento da União para o bolso dos banqueiros.

No caso do governo Dilma é o mesmo cinismo. Querem descarregar as consequências da crise econômica nos bolsos dos trabalhadores. Dilma fala que a crise no Brasil “será controlada”, que o “país está preparado”, mas na verdade, o governo é quem prepara as mesmas medidas de cortes e arrocho que estão sendo tomadas na Europa. Por exemplo, o ministro de Fazenda Guido Mantega afirmou recentemente: “Nas empresas estatais não devemos dar aumentos acima da inflação”. Entretanto, bilhões de reais são desviados em corrupção engrossando os bolsos de ministros e parlamentares que atuam no governo com total impunidade.

As greves em curso são fundamentais para derrotar a política do governo e do Capital, que está acobertando e favorecendo grandes empresários, corruptos e banqueiros.

O PSOL apóia e se solidariza com as greves dos trabalhadores bancários e dos correios, coloca a sua militância e seus parlamentares a disposição do que for necessário para o triunfo destas lutas. Pois assim teremos mais força para conquistar nossas demandas.
Todo apoio a lutas dos trabalhadores dos correios e bancários!

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

30 de setembro de 2011

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