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Rio antigo: a Cinelândia dos protestos de ângulo inusitado

Palco de manifestações políticas e antiga terra dos cinemas, a Cinelândia aparece aqui enquadrada pela janela da torre do Palácio Monroe, que foi demolido para que o Metrô pudesse ser construído. A imagem descortina uma avenida completamente europeia com prédios em estilo clássico que davam um ar imponente a Avenida Rio Branco, o boulevard projetado pelo prefeito Pereira Passos no começo do século XX. Avista-se ao longe, a Biblioteca Nacional e o Teatro Municipal. E carros antigos trafegam na atual Rua Santa Luzia. Se a arquitetura do lugar mudou radicalmente, e sobraram poucos remanescentes do Rio pariense, a Cinelândia continua a pulsar como centro nervoso da cidade.

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4 respostas a Rio antigo: a Cinelândia dos protestos de ângulo inusitado

  1. O PALACIO MONROE ABRIGAVA O SENADO FEDERAL !!!

  2. Pingback: Justiça para todos | Eliomar Coelho - PSOL - O vereador do Rio

  3. Roger de Sena disse:

    Uma pequena parte da história:
    http://www.fau.ufrj.br/…/cidades/avcentral/print_ed_6.html

    “Palácio Monroe

    Foi o primeiro edifício oficial a ser inaugurado na avenida, em 1906. O edifício fora originalmente criado para a Exposição Internacional de Saint Louis, em 1904, sendo premiado pelo júri desta com o grande prêmio. Era a primeira vez que uma obra de arquitetura brasileira era reconhecida internacionalmente. O responsável por seu projeto é o general Francisco Souza Aguiar, que teve instruções para que toda a estrutura do palácio fosse realizada de maneira que pudesse ser reconstruído na capital, o Rio de Janeiro.

    Já reconstruído na cidade, recebe o nome de Palácio Monroe, em homenagem a visita que o presidente Roosvelt realizara ao pavilhão da exposição e a visita que o secretário Elihu Root realizara a cidade no ano de 1906.

    Até 1914 continuou a exercer função de pavilhão de exposição, quando então passa por reformas para abrigar a Câmara de Deputados, que permanece até 1922. A partir de 1925 passa a ser ocupado pelo Senado Federal, que ocupa o prédio até 1930, quando é dissolvido em razão da Revolução de 30.

    Por volta de 1970 tem, junto com outros edifícios da Avenida Rio Branco, o pedido de tombamento federal negado pelo IPHAN, conseguindo-o apenas no âmbito estadual. A falta do aval federal para sua preservação levaria a uma verdadeira batalha em 1976. Com as obras do metro, é pedido sua demolição, apoiada por baluartes da arquitetura moderna como Lúcio Costa, e pelo Jornal O Globo, que o atacava veementemente através de editoriais. Do outro lado o IAB e o Clube de Engenharia, através do Jornal do Brasil, tentava de todas maneiras preservar o edifício. Contudo, nem mesmo alterações no traçado do metro foram suficientes para salvar o Palácio, que viria a ser demolido no mesmo ano.”

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