Rio antigo: a Cinelândia sem cinemas em 1920

A visão panorâmica mostra um cenário pariense. Mas se fecharmos o zoom perceberemos pequenos detalhes incomuns nas fotos antigas da Avenida Rio Branco. Neste registro, de 1920, os cinemas Odeon, Vitória e Pathê, que batizaram a Cinelândia, ainda não existiam. No lugar, há uma área aberta pela demolição, em 1911, do Convento da Ajuda. O Theatro Municipal, a Câmara Rio, o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, o Supremo Tribunal Federal (atual Centro Cultural da Justiça Federal) e o prédio do Clube Militar, ao longe, preservam um pouco daquela paisagem onde as construções baixas criavam outra perspectiva.

A modificação na legislação urbanística, com autorização de gabaritos que permitiram a construção e multiplicação de arranha-céus na velha Avenida Central praticamente decretou o fim da Belle Époque na Avenida Rio Branco. Espremidos entre prédios modernos, restam poucas construções antigas. Pelo menos, no quadrilátero delimitado pela Praça Floriano e Cinelândia ainda estão de pé, e tombados, exemplos do patrimônio histórico e arquitetônico da cidade.

Sobre o processo de verticalização na cidade, leia:
O Rio de Janeiro nas alturas:a verticalização da cidade, de David Cardeman e Rogerio Goldfeld Cardeman

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