Rio Antigo: Ato na ABI

 A ABI voltou a ser palco de um grande evento de repercussão nacional no ato que reuniu cerca de 3 mil pessoas, de apoio ao jornalista Glenn Greenwald e ao Intercept Brasil, em defesa da liberdade de imprensa e informação. Em sua história, a ABI teve desempenho destacado em outros atos relevantes, por ocasião da criação da Petrobras, foi vítima de ato terrorista, felizmente frustrado, por meio de uma carta-bomba, e atuação firme no que acabou culminando com o pedido de impeachment de Fernando Collor de Mello.

O prédio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) é considerado o primeiro edifício modernista do Rio. Inaugurado no dia 10 de julho de 1938, os brises (fixos) aparecem pela primeira vez no país, utilizando técnicas de Le Corbusier. A ABI funciona na Rua Araújo Porto Alegre, no centro do Rio.

Desde a sua fundação em 7 de abril de 1908, idealizada pelo jornalista Gustavo de Lacerda, até a construção de sua sede, a ABI pagou aluguel. Durante um período difícil, sem recursos, funcionou no Quartel dos Barbonos, na Rua Evaristo da Veiga (até 1870, Rua dos Barbonos), no Centro, “mas sem alterar seus princípios originais, nem submeter-se ao Poder Público”.

O prédio foi construído em três anos (1936-39), durante a presidência de Herbert Moses (1931-1964). O excesso de luz – o brise-soleil (quebra-sol) – foi solucionado com persianas de concreto na fachada, além de outras soluções que marcam a evolução da arquitetura moderna, como teto-jardim, fachada livre e plano livre.

O hall de entrada do edifício de 13 andares é revestido de granito. O teto dos escritórios do 2º ao 5º andar é de fibra prensada, sendo à prova de som. No 7º andar, as paredes são de placas de sucupira do Pará. O auditório fica no 9º andar e leva o nome de Oscar Guanabarino, crítico de arte e músico (1851-1937). O edifício foi tombado pelo IPHAN em 1984.

Segundo a Ilustração Brasileira (1940), os vencedores do concurso de 1936 são os irmãos Marcelo e Milton Roberto. Um terceiro irmão, Maurício, é incluído como coautor do projeto vencedor pela Revista da Construção Civil (1978).

Fatos de grande repercussão

  • Reuniões que antecederam a Lei de 1953, que criou a Petrobrás (campanha “o petróleo é nosso”).
  • Em 1976, a ABI foi vítima de ato terrorista, felizmente frustrado, por meio de uma carta-bomba. Barbosa Lima Sobrinho presidia a associação, reconhecida como uma das entidades da sociedade civil brasileira mais respeitadas, por sua trajetória firme na defesa das liberdades democráticas, notadamente nos anos de chumbo. Os autores do atentado à bomba nunca foram identificados.
  • Em outubro de 1992, como Barbosa Lima Sobrinho novamente na presidência, a ABI teve atuação firme na Câmara de Deputados no que acabou culminando com o pedido de impeachment de Fernando Collor de Mello.

 http://www.abi.org.br/institucional/historia/fatos-que-marcaram-a-abi/

Foto: Divulgação http://www.abi.org.br/institucional/o-predio-da-abi/

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