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Rio antigo: Dia Nacional do Livro inspira retrospectiva

O Dia Nacional do Livro, comemorado no dia 29 de outubro, ativa a memória das primeiras publicações feitas no Rio de Janeiro. Há registro de folhetos impressos em 1747 mas o primeiro tipógrafo a atuar na cidade foi Antonio Isidoro da Fonseca, lisboeta que imigrou para o Brasil fugindo da Inquisição. Ele era perseguido por ter publicado o livro “O Judeu”, de Antônio José da Silva, autor que foi queimado nos autos da fé em 1739, em Lisboa. A primeiras impressões aconteceram no antigo Palácio do Governo (foto acima), na Academia dos Selectos. O Colégio Santo Inácio (foto ao lado) foi considerado o lugar onde foram feitas as primeiras impressões, em 1724, mas os livros “Vocabulário de la lengua guarany”, de Antônio Luiz Restrepo (1722), e “Arte de la lengua guarany”, na verdade, teriam sido impressos em Pueblo de Santa Maria La Mayor, que na época pertencia ao Paraguay. Foi também no dia 29 de outubro, mas em 1810, que o príncipe regente decretou a fundação oficial da Biblioteca Nacional. Salas no andar superior do Hospital da Ordem Terceira do Carmo abrigaram acervo oriundo da Real Livraria, parcialmente destruída quando houve o incêndio em Lisboa em 1755. O material foi transferido em três etapas nos anos de 1810 e 1811. A construção da prédio da Biblioteca Nacional (foto), na Avenida Rio Branco, só aconteceu anos depois. A inauguração foi também em um 29 de outubro; corria o ano de 1910.

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