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Rio antigo: o corso toma as ruas no carnaval na década de 30

Considerados a tropicalização das antigas batalhas das flores, comuns em carnavais europeus sofisticados na virada do século XIX, os corsos ganharam força no início do século XX, no começo da era do automóvel. Carros conversíveis carregavam grupos de foliões e quando se cruzavam faziam as famosas batalhas de confete e serpentina. Havia quem alugasse um veículo com capota retrátil somente para brincar o carnaval. O desfile de carros dividia espaço com os ranchos e as Grandes Sociedades durante os dias de folia. Diversão que atraía a elite da época, eram menos pomposos que as Sociedades e tinham o caráter do improviso. Mas as fantasias eram item indispensável. A participação das filhas do então presidente Afonso Pena no desfile de corsos de 1907 contribuiu muito para a popularização desta forma de brincadeira que ganhou as ruas de outras cidades do Brasil. Na década de 60, já longe do apogeu, ainda eram organizados desfiles em cidades de porte médio no interior mas muitos foliões já haviam trocado os conversíveis pelas carrocerias de caminhões. E, nas batalhas, confetes por frutas maduras. Carregados com tomates ou goiabas, faziam guerra quando encontravam outro caminhão com a mesma munição.


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