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Rio antigo: o Maracanã que existe só na lembrança

A foto aérea tirada exatamente sobre o Maracanã é de 1963 e mostra uma área subaproveitada no canto inferior esquerdo que foi ocupada com a construção do parque aquático Júlio Delamare, inaugurado em 1978. Dá para observar com nitidez a geral que se transformou em cadeiras numeradas na segunda reforma realizada, em 2005, para os jogos Panamericanos quando o governo investiu R$ 304 milhões nas obras. Somente no Delamare, onde foram realizadas as provas de pólo aquático, foram investidos R$ 10 milhões. O maior estádio do mundo, que chegou a receber um público de 200 mil torcedores, foi definhando paulatinamente e hoje conta apenas com 76.935 lugares para espectadores. A marquise do Maracanã, que virou marca registrada e era tombada pelo Iphan, sucumbiu sob a lona tensionada que cobre 95% dos assentos e desfigurou o desenho inconfundível do Maraca. A pista de atletismo Célio de Barros virou almoxarifado durante as obras e será demolida. O Delamare ainda se sustenta em pé graças à luta na Justiça. Na antiga área subaproveitada o governo pretende construir um estacionamento. Quem conheceu e frequentou o antigo Maracanã ficou órfão. Quem não conheceu, só tem a lembrança pictórica.

Leia o artigo, de Eliomar Coelho, “Maracanã, adeus” publicado no jornal O Globo

Veja infográfico que mostra o gasto público feito no Maracanã ao longo dos anos. A última reforma custou quase R$ 1 bilhão.

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