Blog

Rio antigo: Quando os bondes eram o principal transporte público

Um registro dos bondes 77 (Piedade), 21 (o Jardim Leblon) e o Praça XV quando o bonde era transporte de massa. Nas fotos, chama atenção o velho hábito de se pendurar nos estribos. Inaugurado em 1892, o primeiro bonde elétrico ligava Largo do Machado ao Largo da Carioca, passando pela praia do Flamengo. Muitas outras linhas foram inauguradas depois. Os bondes foram sendo paulatinamente extintos. Em 1967, após interrupções e reaberturas, extinguiu-se a linha Alto da Boa Vista. Só sobreviveu o bonde em Santa Teresa, que completou 115 anos de serviço no último dia 1º de setembro. O bondinho, na foto abaixo tirada em 1965, é a alma do bairro.


Esta entrada foi publicada em Blog e marcada com a tag , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

2 respostas a Rio antigo: Quando os bondes eram o principal transporte público

  1. Saudações

    Parece que o os administradores públicos não conseguem aprender com a história. Ao que vemos a população também tem memória curta, porque continua votando nos mesmos incompetentes de sempre.
    O caso dos bondes é a conhecida repetição de outros tantos descasos com a população e o estado do Rio de Janeiro. É um misto de incompetência gerencial, falta de investimentos (não disse falta de verba), desrespeito à vida e crença de que “comigo não vai acontecer”.
    As fotos mostram que o bonde sempre foi transporte de massa. Sempre lotados, mas atendiam (bem ou mal) às necessidades da população daquela época. Com o progresso, deixou de ser o principal transporte, mas não deixou de atender uma considerável parcela da população da Cidade do Rio. Passou também a ser meio de transporte para turistas, tornando-se atração turística.
    Outras tragédias foram evitadas pela perícia de motorneiros, outras não. Essa, a mais recente (lamento não poder dizer que é a última), matou 6 pessoas e feriu outras 27. Desculpas esfarrapadas foram dadas pelos administradores públicos, quiseram culpar o motorneiro e os passageiros pela superlotação. Dias depois, um morador filmou a utilização irregular de bondes reformados, “cheirando a novo”, por parte de hotéis do bairro de Santa Tereza. O morador denuncia que foi impedido de ingressar no transporte público, pago com os impostos de todos nós. O que dizer de tudo isso?
    Ficam algumas perguntas: Por que o descaso com o transporte público, nesse caso os bondes de Santa Tereza? Mais uma vez, será que há algum interesse em privatizar o patrimônio público, como tem sido feito com a Educação e a Saúde públicas? Por que as antigas reivindicações de moradores e motorneiros não foram atendidas, nem ouvidas? O estado pagará indenizações às vítimas?
    Não podemos perder a esperança de que dias melhores virão, porque é a única coisa que a omissão do poder público falta nos tirar.

    Um abraço,
    Patricia.

    • Eliomar Coelho disse:

      Cara Patricia,

      Bom “reencontrá-la” neste site.

      Concordo totalmente com você: não podemos deixar o poder público nos tirar a esperança que temos nas mudanças. É a esperança que nos move na política.

      Abs,
      Eliomar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>