Rio antigo: Rua do Ouvidor

A Rua do Ouvidor atingiu o auge no século XIX e início do XX, quando era intensa a circulação de homens e senhoras da sociedade, que desfilavam com suas joias e chapéus chiques, por causa de suas joalherias, lojas de modas e novidades, confeitarias e casas de música que funcionavam no trecho entre o Largo de São Francisco e a antiga Rua dos Ouríveis, atual Miguel Couto.

Rua do Ouvidor, com a Escola Politécnica ao fundo, atual IFCS UFRJ, em foto de 1890 de Marc Ferrez

Até o ano de 1900 era a rua mais importante do Rio. Com abertura da moderna e ampla Avenida Central, atualmente Avenida Rio Branco, no início da primeira década do século XX, muita coisa mudou no Rio. Para a abertura da Avenida Central muito casario foi demolido. E a Rua do Ouvidor teve um trecho entrecortado pela Avenida Central.

Políticos e intelectuais frequentavam os cafés e também as livrarias, e as redações dos jornais que cujas sedes lá se instalavam. Era considerada a rua dos jornais.

Machado de Assis, Artur Azevedo, Olavo Bilac e Coelho Neto frequentavam a Rua do Ouvidor.

Os primeiros registros da Rua do Ouvidor são de 1578.

A rua hoje é exclusiva para pedestres

Curiosidade: A rua chamava-se Desvio do Mar. Tornou-se do Ouvidor no fim do século XVIII, quando ouvidores passaram a morar na rua. O mais famoso deles foi Francisco Berquê da Silva Pereira.

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