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Rio on Watch: história das urbanizações nas favelas parte III

“Essa é a Parte III de uma série de três matérias sobre a história da urbanização nas favelas do Rio de Janeiro…

No Rio, o final da década de 2000 trouxe as últimas gotas de financiamento para alguns projetos atrasados de urbanização do programa Favela-Bairro e projetos afiliados dos programas Bairrinho e Grandes Favelas. Durante esse tempo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também começou a instalar obras públicas em favelas. Estes tenderam a ser projetos chamativos, visíveis das bordas das comunidades, como o teleférico no Complexo do Alemão e a ponte projetada por Oscar Niemeyer na entrada da Rocinha, assim como alguns bons exemplos de habitação pública e equipamentos culturais. Isto dito, a demanda por serviços públicos abrangentes e de qualidade nas favelas do Rio continuou a ser muito maior do que a oferta.

Com isso, o prefeito Eduardo Paes fez um anúncio ousado em julho de 2010 que, como parte do legado social dos Jogos Olímpicos de 2016, todas as favelas do Rio estariam urbanizadas até 2020 através de um programa municipal chamado Morar Carioca. O programa teria um orçamento de R$8 bilhões e uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), no qual, como foi o caso do antecessor do programa Morar Carioca, o Favela-Bairro, seria responsável por organizar as melhorias em todas as favelas com mais de 100 casas. O número de favelas e de complexos de favelas na cidade foram remanejados para facilitar o agrupamento e melhorias sob o Morar Carioca, de 1020 a 625.

O orçamento específico e o cronograma do Morar Carioca nunca foram publicados em sua totalidade, mas têm sido aludidos em parte ao longo dos últimos anos. Em novembro de 2010 o prefeito Paes nomeou um orçamento de R$9 bilhões para o projeto e disse que iria financiá-lo em três fases de R$3 bilhões cada, com dinheiro proveniente do orçamento da Prefeitura, crédito do governo federal e empréstimos do Banco Inter-Interamericano de Desenvolvimento (BID), dizendo: “nossa ideia é que o BID entre com R$300 milhões por ano durante cinco anos.”

Clique para ler a Parte I e Parte II

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Uma resposta a Rio on Watch: história das urbanizações nas favelas parte III

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