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Santa Teresa quer o bonde de volta! O bonde original!

Santa Teresa perdeu parte do seu encanto sem os bondes. E reclama: quer os bondes de volta. Dezenas de pessoas (moradores e frequentadores) foram ao Largo dos Guimarães no último sábado (24/08) prestar tributo aos seis mortos no acidente que aconteceu em agosto de 2011, onde mais de 50 pessoas saíram feridas. Mas foram também reforçar que os bondes têm que voltar aos trilhos.
E a grita chegou aos ouvidos do governador. Obonde ocupa Cabral – um ato na ocupação do Leblon – foi a forma irreverente de estender os protestos que começaram no final de semana. Para além da indignação pela demora inexplicável na reativação do sistema de bondinhos, a AMAST (Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa) trouxe a público as demandas que se chocam com os planos do governo – que agora fala em municipalizar o sistema. A notícia, no entanto, não foi confirmada pela secretaria municipal de Transportes.

Bonde original, aberto, com tarifa barata, intervalos de 10 minutos, rodando dia e noite e com maior capacidade de lotação para atender, especialmente, aos moradores são as demadas. Afinal, o bonde sempre foi meio de locomoção no bairro a despeito, claro, de atrair a atenção cada vez maior de turistas brasileiros e estrangeiros.

O proposta de bonde menor e fechado fabricado pela mesma TTrans responsável pelo modelo chamado de Frankenstein não agrada aos usuários. O bonde novo ganhou tal apelido porque apresentava falhas de operação, denunciadas pelo CREA/RJ, e causou acidentes e morte. “É como voltar ao restaurante que lhe serviu comida estragada na véspera”, bem exemplificou, ao jornal O Globo, o diretor de Transportes da AMAST, Jacques Schwarzstein, expressando o receio geral quanto à falta de segurança dos temidos Frankenstein.

O modelo fechado também favorece a exploração turística. O apelo é forte e a convivência amistosa entre usuários e turistas era a prova inconteste de como o bonde já havia se transformado em programa obrigatório na cidade. Mas quem vier a administrar os bondinhos – quer seja governo estadual, quer seja a prefeitura – não pode perder de vista sua função primeira: ser um meio de transporte alternativo em um bairro centenário que só suporta a carga de microônibus.

Enquanto os bondes não voltam, os moradores voltam suas queixas ao mal serviço prestado pela Transurb. Ônibus demoram a passar nos pontos e trafegam em alta velocidade. Acidentes que não são divulgados, infelizmente, são quase rotina no bairro. Um cartaz alerta: “Esta praga quer nos matar”. Um apelo dos moradores depois que, no último mês de junho, uma mulher foi atropelada por um ônibus, no Largo dos Guimarães, e morreu no local.

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5 respostas a Santa Teresa quer o bonde de volta! O bonde original!

  1. Pingback: Eliomar deixa CPI dos Ônibus | Eliomar Coelho - PSOL - O vereador do Rio

  2. welington eduardo de oliveira disse:

    Em algumas cidades da Europa ainda existem linhas de transportes publico que utilizam o nosso modelo de bondes elétricos ou até modernos que satisfaz a vontade dos cidadãos e visitantes. Eu acho que seria necessários para nós:” Um Seminário sobre Bondes Elétricos”para que a nossas presente e futuras gerações de cariocas possa desfrutar do melhor transporte publico que já EXISTIO em nosso planeta TERRA, que não polui, é econômico e rápido com CHUVA ou com SOL.

  3. 12.1.13>RIO>0 GLOBO>PG.11> Bonde:…A expectativa é que os bondes voltem a circular em julho de 2014.

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