Rio - 14 de setembro de 2011

Sérgio Cabral e Eduardo Paes: duas faces da mesma moeda

Terça-feira, 13: rolo compressor na Câmara e Alerj
Alheia à mobilização e aos protestos dos servidores municipais, a base governista na Câmara Municipal impôs a aprovação do projeto 1005/2011 que, supostamente, recapitalizará o Funprevi (Fundo de Previdência do Município). Em tempo recorde, foram realizadas duas sessões consecutivas – uma ordinária e outra extraordinária – para sacramentar a votação, em primeira e segunda discussão, da mensagem do Executivo que teve 32 votos favoráveis e 14 contrários. Manifestantes foram impedidos, com truculência, de entrar no Legislativo e parte da galeria foi reservada para uma claque do governo.

O mandato, com apoio de outros parlamentares, entrará na Justiça contestando a legalidade do projeto. Segundo o Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público Municipal, a proposta não resolve o rombo de R$ 3 bilhões do Funprevi e capitaliza o fundo com os ganhos dos royalties do petróleo, a partir de 2015, e com o repasse de imóveis superfaturados que tem problemas na Justiça. O MUDSPM denuncia que o projeto não assegura o pagamento de pensões e aposentadorias no futuro e ainda permite desvio de recursos da Educação e Saúde para cobrir despesas relativas a estes benefícios.

Na Alerj, policiais do Batalhão de Choque reprimiram o protesto de centenas de manifestantes contra o projeto que autoriza contratação de Organizações Sociais para atuar na Saúde. Mas a proposta também foi aprovada por 50 votos a 12. A gestão das OSs incorre no repasse de dinheiro público da saúde para o gerenciamento privado. Em São Paulo e na prefeitura do Rio, onde este sistema foi adotado, houve diminuição da oferta de serviço pela rede pública. Ao contrário do setor público, para contratar e comprar material, estas entidades estão desobrigadas de abrir licitações – uma brecha para a corrupção.
Veja panfleto PSOL DENUNCIA

A linha 4 que o Rio precisa
Enquanto o Metrô de São Paulo tem 12 linhas que formam uma malha, a futura Linha 4 é uma mera extensão da Linha 1. Nosso mandato assinou o Termo de Apoio ao movimento “O Metrô que Rio Precisa” que exige a mudança da linha que vai até a Barra da Tijuca. A nova ramificação não pode atender apenas a compromissos olímpicos. O Clube de Engenharia propôs um traçado que vai da Barra até o Largo da Carioca e inclui as estações Gávea, Humaitá, Dona Marta e Laranjeiras.

O bonde que queremos
A AMAST (Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa) entregou, ontem, um documento em que expõe o que é essencial para a segurança do sistema de bondes no bairro. Entre os pontos principais, o fim do projeto VLT, responsável pela “modernização que resultou em sete protótipos de VLTs com graves falhas reconhecidas pelo CREA”. Amanhã, às 10h, haverá audiência pública da Comissão de Transportes da Alerj que discutirá o mau funcionamento dos bondes.

Greve do CPII: e o governo se importa?
Eliomar Coelho
Já dura um mês a greve dos professores e funcionários do Colégio Pedro II. A greve dos profissionais de ensino da rede estadual superou esta marca. Professores cruzam os braços por melhores salários e condições de trabalho e a impressão é que os governos não se importam. (…) O Colégio de Aplicação da UFRJ – que também enfrentou greves este ano – e o Colégio Pedro II são considerados oásis dentro do sistema público educacional. O CAP/Uerj também se destaca e ficou entre as 15 melhores escolas da cidade no ranking do Enem – na frente de dezenas de colégios particulares. Mas deve-se registrar que, mesmo nesta ilha de excelência, a falta de investimento se faz sentir.
Leia na íntegra o artigo publicado

O mais trágico dos 11 de setembro
Milton Temer
É impressionante o esforço da mídia conservadora brasileira para transformar o ataque às Torres Gêmeas de Nova Iorque num fator de absolvição do governo Bush por todas as barbaridades bélicas promovidas na esteira do episódio. Mas o inegável é que nenhuma investigação se concluiu de forma convincente sobre as facilidades que tiveram os ditos terroristas sauditas, ligados a Bin Laden, para operarem o ataque.
Leia na íntegra o artigo na página da Fundação Lauro Campos

Mapas das remoções
Novos mapas da cidade revelarão as ações violentas e autoritárias e a reorganização do espaço metropolitano a partir das intervenções vinculadas aos megaeventos. Eles serão desenhados no Laboratório de Cartografias Insurgentes que será realizado nos dias 17 e 18 de setembro na casa do IP, no Morro da Conceição, na Rua do Jogo da Bola, 24. Movimentos como o Comitê Popular da Copa e Olimpíadas se unirão a militantes, artistas e pesquisadores em debates e na produção dos mapas. Até o dia 16, acontece o Pré-Lab com oficinas, passeios e eventos.

Domingo é dia de Incêndios
“Incêndios” é o filme programado para ser exibido no próximo dia 18 de setembro no projeto “Domingo é dia de cimema”, no cinema Odeon, Cinelândia, às 9h. Desta vez, o tema do debate é “Os 11 de Setembros. 1973 – 2001 – 2011. O que mudou no mundo?”, com o cartunista Latuff e o professor de geografia, Luís Marola.

Rio antigo
A orla no Flamengo e em Ipanema, no começo dos anos 50, antes da urbanização.