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Tarifa cara de ônibus sem direito à mobilidade urbana

Para enfrentar a máfia dos empresários de ônibus, Eliomar conseguiu, no ano passado, instalar a CPI dos Ônibus na Câmara Rio que continua suspensa na Justiça por falta de representação da minoria do Legislativo na comissão. Abrir a caixa-preta das empresas para obter transparência sobre o valor das tarifas e investigar os indícios de cartelização eram objetivos do Mandato Eliomar Coelho. Reportagem do jornal O Globo confirma o que nós já sabemos: as tarifas de ônibus aumentaram 685% nos últimos 20 anos. E os sucessivos reajustes não têm explicação convincente dos empresários do setor.

Em julho do ano passado, o TCM reabriu a investigação sobre possível cartel das 43 empresas que atuam no município e, posteriormente, se pronunciou contra o aumento das tarifas. A onda de manifestações que tomou as ruas da cidade, “nas jornadas de junho” que explodiram em todo o país, fez o prefeito Eduardo Paes voltar atrás no reajuste. A CPI foi suspensa; a poeira dos protestos baixou e o usuário teve que engolir o aumento das passagens que vigora desde o último mês de fevereiro.

O peso no bolso do custo da tarifa e a mobilidade urbana tornaram-se um grande problema para os usúarios de ônibus. Aliás, um problema da Região Metropolitana. Segundo dados da reportagem do O Globo, dois milhões de trabalhadores da Baixada Fluminense, Niterói, e São Gonçalo chegam e saem do Rio, todos os dias. Os moradores da Região Metropolitana gastam em deslocamentos, por ano, 300 horas, informa a matéria.

Como resolver o problema da mobilidade urbana sem considerar o impacto causado pela interação dos diferentes sistemas de transportes destas cidades vizinhas? É evidente que se faz necessária uma política integrada para resolver um assunto que é regional. E vontade política para priorizar investimentos no setor de transporte público. Somente transporte de massa pode atender com eficácia a população do Rio e dos municípios vizinhos que aqui circulam.

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