Rio - 21 de dezembro de 2011

Um balanço de 2011

Caros amigos (as),

Estamos chegando ao fim de mais um ano legislativo. Foi um ano difícil para quem, como eu, tem na prática cotidiana o exercício do mandato democrático, pautado na defesa dos interesses da população e no relacionamento permanente com os movimentos sociais e de cidadãos cariocas. As dificuldades decorreram, principalmente, da forma como o prefeito governa esta cidade e pela maneira como se relaciona com o poder Legislativo. Em ambas, prevalece o estilo excludente e fisiológico de fazer política.

O jeito equivocado de administrar decorre do projeto de cidade escolhido pelo nosso alcaide: ao invés de priorizar um modelo humanista e pluralista de convivência entre cidadãos, onde o diálogo entre o poder público e os moradores seja mola mestra para traçar as políticas públicas, o prefeito, ao contrário, ignora a voz rouca da cidade e, sem prestar maiores esclarecimentos à população, adota a proposta que tem como eixo central as grandes intervenções urbanísticas feitas em aliança com as empreiteiras.

Estão aí, que não nos deixam mentir, as obras viárias da Transolímpica, Transoeste e Transcarioca; o Porto Maravilha e o Parque Olímpico. Todos projetos de grande envergadura e, consequentemente, de grandes orçamentos.

Mas e a população: ela sabe qual o custo destes empreendimentos? Foi convocada para um debate franco e aberto sobre suas necessidades? Serão estas as prioridades de nossa cidade?

O prefeito adora aparecer na imprensa trajando capacete de obra, fotografado entre máquinas e tratores. É mais difícil, no entanto, vê-lo visitando hospitais, escolas, circulando livremente entre médicos e professores do município. E o motivo é simples: nestas áreas, a atução da prefeitura é pífia.

Caso tivéssemos uma Câmara dos Vereadores independente e altiva, talvez fosse possível atenuar um pouco os estragos causados pela escolha equivocada de governar. Porém, com uma maioria ampla, mantida por meio de troca de votos por cargos na máquina municipal, fica fácil aprovar os projetos enviados pelo Executivo.

Resistir, denunciar, fiscalizar é o nosso papel. E assim seguiremos, certos de que fomos eleitos para isso.

Nosso partido, o PSOL, tem aqui no Rio de Janeiro parlamentares atuantes e combativos. E é com prazer que recebemos mais um parlamentar na esfera municipal para ajudar na nossa luta: o vereador Paulo Pinheiro, aliado de primeira hora no plenário da Câmara, que entrou agora para nossas fileiras.

Da mesma forma, é com muita convicção que apoiamos a indicação do deputado Marcelo Freixo para ser o pré-candidato do PSOL a prefeito do Rio. Com ele teremos uma candidatura que representará uma proposta democrática para o governo da nossa cidade.
Um abraço,

Atuação parlamentar
Em entrevista à RioTV Câmara, o vereador Eliomar Coelho relembra como começou sua militância política, compara o Legislativo de hoje com o de 1987, quando iniciou seu primeiro mandato, e fala sobre política urbana, educação, transporte e cultura. O video foi gravado no bairro da Urca. Lei de autoria de Eliomar Coelho tombou o Cassino da Urca, a amurada da Urca, a ponte na Avenida Portugal e o quadrado da Urca; e criou área de proteção em seu entorno.

Lançamento do Guia de Carnaval será em janeiro
Anote e não perca! Já está marcado o lançamento do Guia Rio que Encanta 2012. Será no dia 14 de janeiro, sábado, das 19h às 22h, na Praça Mauro Duarte. O guia traz a programação dos blocos carnavalescos e dicas de CDs e casas de Samba e Choro na cidade. É uma parceria da Fundação Lauro Campos com os mandatos Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro, Marcelo Freixo e Chico Alencar. Homenageia, em sua capa, o centenário do grande Herivelto Martins. Desta vez, quem anima o baile a céu aberto é o Cordão do Boitatá. A praça fica na confluência das ruas São Manuel e Fernandes Guimarães, em Botafogo.

Boletim do mandato