Rio - 13 de novembro de 2013

Vargens para quem?

O novo imbróglio jurídico criado pela prefeitura do Rio dá bem a medida da “seriedade” com que essa gestão trata a política urbana e o futuro dos seus moradores. Todas as licenças de construção emitidas com base na Lei Complementar 104/2009 (PEU das Vargens), aprovada a toque de caixa em 2009, foram suspensas por um decreto do prefeito. Por que será? Leia mais

Eliomar abre o verbo
Eliomar Coelho
“A gente chega para fazer uma intervenção no plenário da Câmara com o intuito de contribuir, de colaborar, e ninguém está ouvindo; ninguém liga para nada. Sinceramente, às vezes, é um negócio absurdo. Em uma palavra: uma avacalhação! Como legisladores, nós temos a obrigação de discutir o orçamento da cidade. Nós estamos aqui para discutir um projeto que autoriza a prefeitura a pedir um empréstimo de R$ 3 bilhões. A mensagem diz que parte do dinheiro será destinada para a revitalização do Porto. Então, vamos trabalhar o orçamento como deve ser trabalhado.” Leia o discurso na íntegra.

Um substitutivo para valer
Foi relevante o seminário sobre a Lei de Uso e Ocupação do Solo realizado nesta sexta-feira (08/11), na passagem do Dia Mundial do Urbanismo, no Sindicato dos Engenheiros. Eliomar Coelho, que participou em uma das mesas de debate, propôs a apresentação de um substitutivo ao projeto que possui 303 artigos sem sanção. Isso sugere mais uma legislação a ser descumprida após aprovação no Legislativo, vaticinou o professor Flávio Villaça, da USP.

Prisão arbitrária
Na semana retrasada, uma manifestação, na Cidade Nova, de um pequeno grupo que se dizia morador da Vila Autódromo, foi curiosamente tolerada pela prefeitura. Quando os moradores da comunidade foram no dia 07/11 protestar contra as remoções no mesmo local sofreram forte repressão policial. Veja o vídeo da prisão arbitrária de um morador.

O terrorista é você
Vladimir Safatle
“Pode um governo ter informações sigilosas de seus cidadãos? Essa pergunta deveria estar atualmente no centro dos debates, pois 2013 será lembrado como o ano em que descobrimos o fim inelutável da privacidade. Não houve fato mundial mais paradigmático em 2013 do que as revelações a respeito da extensão cinematográfica do sistema de espionagem norte-americano.” Leia o artigo na íntegra.

Onda de vandalismo
Léo Lince
“Diz o ditado popular que uma imagem vale mais do que mil palavras. Sem negar a importância do afirmado, Millôr Fernandes sugeriu o seguinte reparo genial: “tudo bem, agora experimente dizer isso sem palavras”. O apelo do que nos entra pelos olhos, sem dúvida, mobiliza sentimentos e produz nas pessoas um impacto imediato. Mas quando se trata de formar juízo sobre o sentido daquilo que nos afeta, as palavras tem a última palavra.”. Leia artigo na íntegra.

Outra versão
Alunos de Geografia da Uerj criaram a página Mídia Geográfica com o objetivo de publicizar notícias que não chegam na mídia. A charge foi postada ontem e ilustrada com a seguinte legenda: “Copa e Olimpíada para quê ? Eu quero Saúde, Educação e continuar no meu barraco !! ” – Fala do Morador da Vila Autódromo – Rio de Janeiro.

RIO ANTIGO
O nome perdeu o sentido. Mas não faz muito tempo, a Cinelândia era a terra do cinema o que justifica o apelido do logradouro público, que perdura mesmo depois do fechamento dos cinemas Pathé e Capitólio. O único sobrevivente foi o Odeon. O filme em cartaz, no Pathé, era Brotinho do Outro Mundo, com Brigitte Bardot. Ao lado, o salão Doret atendeu a clientela até cerrar as portas na década de 70. Viaje no tempo