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Viva Carmem Costa! Viva a Cultura brasileira!

Carmem Costa – 100 anos de uma mulher, negra, artista e preocupada com a memória cultural brasileira.

“2020, esse ano tão atípico e de certa forma desolador, nos marca também com datas marcantes voltadas para as nossas matriarcas: as mulheres negras. Em junho tivemos os 80 anos de minha amiga Áurea Martins e os 90 de Elza Soares – duas referências vivas e atuantes. E agora em julho, teremos no próximo dia 16, o centenário da Divina Elizeth Cardoso e hoje, 05, de Carmelita Madriaga – a Carmem Costa, tema da nossa conversa de hoje.

Eu poderia falar sobre a artista, a cantora, a compositora Carmem Costa. Mas acho que os jornalistas e pesquisadores culturais vão fazê-lo muito melhor do que eu o faria. Mando aqui um abraço para a sua filha Silézia Madriaga e para os seus sobrinhos, todos envolvidos com a área cultural e entre os quais tenho muitos amigos. Mas prefiro falar da combatividade e da resistência de Carmem.

Ciente do seu papel, da sua importância e principalmente das suas lutas culturais, de comportamento e de sobrevivência, Carmem Costa, ali pelos anos 1990 começou a falar que queria ser tombada. Talvez tenha causado para muitos um estranhamento, como se fosse algo exótico ou de autopromoção. Mas ali ela evocava uma ideia lançada por Mário de Andrade no final dos anos 1930, no anteprojeto de formação do então Sphan, hoje Iphan e que virou ação concreta nos anos 2000: o conceito do patrimônio imaterial.

A partir da adoção desse conceito muitas ações vieram: registro de saberes, fazeres, formas de expressão etc., reconhecimento de patrimônios-vivos de mestres e mestras das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, como já adotados em estados do Nordeste, como o meu Ceará (e que estamos discutindo como adotar aqui no RJ). A ideia de Carmem Costa, evocava a isso. Nelson Sargento, nosso mestre, também já falou muito sobre.

A sociedade brasileira, sobretudo as áreas e culturas populares sabem que as suas histórias não foram e não serão contadas pelos vencedores e colonizadores, e tomaram para si a tarefa de fazerem memória social, museus de base comunitária e de territórios e reafirmarem os seus nomes. Tive a felicidade como vereador (nos casos de Manacéa e Mauro Duarte, por exemplo) e agora como deputado estadual de contribuir legislativamente para ações surgidas pelas famílias de artistas populares, comunidades e pela sociedade.

Obrigado a Carmem Costa e tantos outros!”

Viva a Cultura brasileira!

Eliomar

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